30 de jun de 2016

Articulação na câmara para “limpar” a barra de Azevedo



Querem “limpar” a barra do capitão! Vereadores de Itabuna, parte do legislativo, está se articulando para votar a favor nas contas do ex-prefeito José Nilton Azevedo. Nos bastidores da política comenta-se que  objetivo da limpeza seria dividir os votos da Direita, assim fortaleceria a esquerda, como publicou o Pimento Blog.
A articulação tem como mentor o vereador Ruy Machado (PTB), partido de Azevedo; conta com uma mãozinha do presidente das Comissões Técnicas, Joilson Rosa (SD) e com a simpatia do PCdoB.
O pré candidato Capitão Azevedo já sofreu quatro derrotas no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), a primeira foi pelas contas de 2011, pela prática de diversas irregularidades ao longo da sua administração. A reincidência no exagero dos gastos com pessoal e não recolhimento de multas impostas contra ele e demais agentes municipais foram os principais motivos que levaram à rejeição na ocasião. A segunda derrota ocorreu por conta das contas de 2012. Na decisão do TCM, ainda constava uma determinação do relator do processo, Conselheiro Raimundo Moreira, uma representação ao Ministério Público Estadual contra o ex-prefeito, aplicando ainda multa de R$ 38.065,00, em face das diversas irregularidades contidas no relatório, e outra de R$ 66.874,03, equivalente a 30% dos subsídios anuais recebido, devido a não redução da despesa com pessoal e por não ter publicado os relatórios da gestão fiscal nas condições e prazos estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Fonte: TCM.
Quem não está nada satisfeito com a notícia é o vereador Chico Reis, vice-presidente da Comissão de Legislação da Câmara. O edil revela que o projeto de decreto legislativo não passou pelas comissões, embora exista a ata dando conta de que houve deliberação na segunda-feira (27). “Nesse dia, sequer houve sessão na casa”, diz o vereadoratropelado.
O decreto salvador está na pauta de votações da Câmara para esta quinta-feira (30), um dia em que normalmente não acontecem sessões plenárias,  Para facilitar, a aprovação exige discussão única e maioria simples, o que pode livrar a pele de Azevedo.
Com informações Pimenta Blog (29/06/2016).