25 de jul de 2015

Viagem Pelo Cachoeira



O rio Cachoeira nasce nas fraldas da Serra do Itaraca, no município de Vitória da Conquista. Banha terras deste município e aparece em Itambé. Depois de percorrer quilômetros, chega a Itapé com o nome de Colônia quando então se encontra com o rio Salgado. Seu nome de rio Cachoeira foi dado pelos capuchinhos italianos, em meados do século XVIII, no período da catequese.

Como Colônia banha o atual município de Itaju, antigo distrito de Itabuna,. Depois de receber as águas do Salgado o seu mais importante afluente, pouco acima de Itapé, muda o nome, passando a ser Cachoeira até desaguar no Oceano Atlântico. Antes de sua chegada ao mar de Ilhéus, encontra-se com os rios Santana e Fundão, formando a chamada Coroa Grande.

Nesse percurso, da Serra de Itaraca até o oceano, através de mais de 300 quilômetros, as suas águas passam por uma das mais importantes regiões da Bahia, sendo fator principal para a subsistência de duas grandes riquezas do Estado: cacau e pecuária.

Curiosamente, apesar de seu nome, o rio não possui, ao longo do seu curso, nenhuma cachoeira importante. Muitas ilhas existiram antes cercadas por suas águas: Marimbeta, por muito tempo conhecida como Ilha do Jegue, Sequeiro Grande, Bananeiras, Sempre Viva, Quiricós e outras. De todas elas agora existem apenas lembranças.

O principal afluente do rio Cachoeira é o Salgado, que antes banha as terras de Ibicaraí, Floresta Azul, Firmino Alves, Itororó e Santa Cruz da Vitória. São ainda seus afluentes Piabanha, Catolé, Duas Barras, Sucuriúba, Ponte, Sapucais, Areia, Primavera, Jacarandá, e Itaúna, este último, entre Salobrinho e Cachoeira, para alguns teria sido a origem do atual nome da cidade de Itabuna.

A história do rio Cachoeira começa justamente onde termina o seu curso: a entrada do porto de Ilhéus. Ali, em 1535, suas águas foram testemunhas da chegada de Francisco Romero, que vinha tomar posse das cinqüenta léguas de terras doadas por D. João III, pela Carta Régia de 25 de abril de 1534, ao escrivão da Corte de Portugal, Jorge de Figueiredo Correia, e que se constituíam na Capitânia dos São Jorge dos Ilhéus. Pode-se dizer que este rio assistiu e acompanhou ainda as lutas dos donatários e ouvidores da capitania contra os terríveis Aimorés, Tupiniquins e Guerens, guardando na lembrança das águas os nomes de Lucas Giraldes, D. Helena de Castro, Braz Fragoso, Vasco Fernandes Coutinho, Antonio da Costa Camelo, Luiz Freire de Veras, Francisco Nunes Costa, Balthazar da Silva e outros.

Em 1595, suas águas deram passagem aos franceses, que saquearam e devastaram a pequena aldeia de Ilhéus. Mias tarde abrigariam também os soldados da esquadra do almirante Lichthardt, que desembarcaram no Pontal, fazendo dali a cabeça de praia para assalto e saque a Ilhéus. Em ambas as invasões, os estrangeiros foram heroicamente repelidos pelos poucos habitantes da Vila, com a intercessão da Virgem Maria, originando daí a lenda e culto de N. S. das Vitórias.

Segundo Francisco Borges de Barros, no livro “Memórias do Município de Ilhéus “ , edição de 1915, foi em 1553 que tiveram início as explorações nas margens do Cachoeira. Apenas na parte que era navegável, trecho entre Ilhéus e Banco da ´Vitória.. Já nesse tempo, o Padre Luis Soares Araújo, referindo-se ao rio, escrevia: “ Caudaloso rio chamado o da Cachoeyra da vila, capaz de navegar sumacas, barcos, lanchas e canoas; não há quem lhe saiba o seu princípio, por vir muito de dentro do Sertão e que todos afirmam que vem das minas...”.

A exploração e a catequese nas margens do Cachoeira coube ao padre Manoel da Nóbrega, juntamente com os catequistas Francisco Pires, Aspicuelta Navarro, Manoel Chaves e outros. Os trabalhos dos jesuítas se desenvolveram mais para as regiões de Porto Seguro, Itacaré, Boipeba, Cairu e Canavieiras, mas alguns deles se ocuparam dos índios que viviam nas margens do rio, no referido trecho navegável.

Mais tarde, em 1570, durante a época das bandeiras, uma das expedições chefiada por Martins Carvalho penetrou pelas margens do rio indo a um ponto além do Banco da Vitória. Um personagem de destaque nas expedições, ao longo das margens do rio Cachoeira, foi o capitão português João Gonçalves da Costa. Contam várias histórias a respeito da ação devastadora contra os índios, destacando a sua crueldade, a ponto de Saint Hilaire, no seu relatório “Voyage au Perou”, assim se expressar:“ o quadro de destruição e atos de selvageria praticados por João Gonçalves de Costa, contra os fracos restos de índios das margens do Cachoeira e Rio de Contas, desafia ao mesmo tempo a sensibilidade do homem de coração bem formado”.

Em “Capitania de São Jorge de Ilhéus”, João Silva Campos registra também a ação devastadora praticada contra os índios Guerens por João Amaro, contratado pelo governador da Província, Afonso Furtado de Mendonça. Muito sangue, muita crueldade e as vidas de milhares de índios foi o preço da conquista e exploração às margens do rio Cachoeira.

No princípio do século XVIII, os frades capuchinhos deram início à catequese dos poucos índios que sobreviveram às carnificinas de João Gonçalves e João Amaro. Do trabalho catequético desses piedosos e bravos frades, foram surgindo ao longo do curso do Rio Cachoeira aldeias, povoados, colônias e missões, como Banco da Vitória, Cachoeira de Itabuna, Ferradas, Cachimbos, Catolé e outras.

Uma dessas povoações muito progrediu, foi a de Cachoeira de Itabuna, no tempo de Weyll e Samaraker, colonos estrangeiros que fundaram ali às margens do rio Cachoeira e seu afluente Itaúna uma colônia que ficou muito afamada pelo desenvolvimento da cultura de cana de açúcar, arroz, cacau e fumo, produtos que chegaram a ganhar medalhas de ouro nas exposições de Viena, Turim e na corte do Brasil.

Também a povoação do Banco da Vitória conheceu um surto de progresso, quando então serviu como nosso primeiro porto fluvial.

Entre muitos que morreram afogados nas águas do tio Cachoeira, um deles ficou na história, foi o frade capuchinho Luiz de Grava, no dia 19 de abril de 1875, quando viajava de canoa com destino ao arraial de Tabocas.

Entre as ilhas formadas pelo rio Cachoeira, uma delas tem uma história muito conhecida. É a Ilha do Jegue, que já se chamou Ilha da Marimbeta, Ilha do Temístocles e Ilha do Capitão Aristeu. Ela no rio já existia quando da chegada de Félix Severino e Manoel Constantino, pioneiros da corrente migratória sergipana rumo às terras de Itabuna..

Em 1914, registra-se a primeira grande enchente do rio Cachoeira. Fortes chuvas desabaram sobre a região durante onze dias, causando destruição de tudo que existia próximo às suas margens. Itabuna sofreu com a enchente, ficando alagada em suas primeiras ruas. Comenta-se que ficou como a maior enchente até pouco tempo. .

Muitas enchentes seguiram-se a de 1914. Uma delas ficou famosa por servir de palco e cenário de um fato incomum. Um jegue ficou preso na “ Ilha do Capitão Aristeu”, que por isso mesmo passou a ser chamada “Ilha do Jegue”. Foi alvo da compaixão e curiosidade de gente que assistia das margens, durante quatro dias, o heroísmo do pobre animal, atemorizado com a subida das águas em torno da ilha. Entre urros e sustos, salvou-se, enfim, depois que as águas baixaram. Foi recebido por uma grande multidão que lhe deu as honras de um “herói”, quando pisou em terra firme de uma das margens do rio.

Em 1947, a ponte Lacerda, recém-construída, serviu de barragem para grande quantidade de “baronesas”, capim amazonas e outras plantas aquáticas, que o rio transportava em suas fortes correntezas. As águas represadas invadiram as partes mais baixas da cidade. Foi grande a destruição na Mangabinha, Burundanga, Bananeira, Berilo e outros bairros ribeirinhos.

Em 1964, novamente as águas do Cachoeira transbordaram em uma enchente que causou prejuízos nos mesmos lugares anteriormente atingidos. Ano depois, ou seja, 1965, mês de novembro, o Cachoeira invadia novamente Itabuna, chegando a alagar pela primeira vez a Avenida do Cinquetenário. Apesar dos grandes prejuízos, a enchente de dezembro de 1967, segundo registros históricos, foi muito superior a todas as outras. Seus estragos ainda estão bem vivos na memória dos mais velhos.

Fonte: “Documentário Histórico Ilustrado de Itabuna”, José Dantas de Andrade, Proplan, Itabuna, 1986.

18 de jul de 2015

Carta do Rio Cachoeira aos Itabunenses


José Dantas de Andrade
Nasci magro, estreito, e, por muitos e muitos séculos, quando a natureza me forçava a transportar maior volume de água, eu tratava de engordar e me alargar pouco a pouco, destruindo os empecilhos naturais que dificultavam a minha missão.

Vi nascer tabuna a até ajudei bastante a vocês construírem essa bela cidade, muito embora não gostasse que vocês aterrassem ocupassem as minhas margens, que sempre foram o meu recurso para aliviar o peso das águas em meu leito. Por muita e muitas vezes fiz notar esse meu desgosto.

Em 1914, em conseqüência de onze dias de pesados aguaceiros em toda a zona, fui forçado a utilizar os meus domínios, causando-lhes grandes prejuízos, essa foi a minha primeira GRANDE ENCHENTE, até hoje lembrada e comentada.

Em 1927, vocês construíram sobre o meu leito a primeira grande ponte de cimento. Por muitas e muitas vezes, passei por suas fortes pilastras jogando-lhes pesados toros de madeira, tentando destruí-las. O meu maior desejo sempre foi molhar a copa daquele “chapéu” que vocês me botaram, o que somente agora consegui.

Em 1945, vocês, aproveitando as pedras do Sequeiro do Velho Roque” construíram ali uma nova ponte. Dois anos mais tarde, ou seja, em 1947, quando se registrou a minha segunda GRANDE ENCHENTE, quando por aqui passei carregando toneladas de baronesas, aquele empecilho me forçou a invadir novamente os meus domínios e os prejuízos foram grandes, principalmente para os pobres de Mangabinha, Burundanga, Bananeiras, e margens do canal.

Não obstante vocês continuaram botando empecilhos em meu leito. Atravessaram na minha garganta uma forte muralha de cimento - a barragem - e apertaram a minha barriga com um monstruoso “cinturão” que foi aquela ponte para o Bairro Góes Calmon. As minhas primeiras tentativas contra aqueles empecilhos foram feitas em 1964 e 1965. Novamente tive que utilizar meus antigos domínios e os resultados ainda estão bem lembrados. Causei prejuízo aos pobres e susto aos ricos. Nestas ocasiões, tive oportunidade de conhecer a bela Avenida do Cinquetenário, orgulho de todos vocês, tão bela, tão linda, que até fiquei com pena de estraga-la e dei-lhe apenas um “banho”.

Agora, neste fim de 1967, forçado a transportar as de todos os meus ribeiros e ribeirões, na minha MAIOR ENCHENTE de todos os tempos, tentei contra todos os empecilhos do meu leito, fui forçado a invadir novamente os meus domínios e como a carga que levava era muito pesada, causei mortes, destruições e vultosos prejuízos a ricos e pobres. Desta vez os que mais sofreram foram os ricos porque na minha passagem pela Cinquentenário, Paulino Vieira, Praça Adami, Adolfo Maron, Firmino Alves, Praça João Pessoa, Pontalzinho e Avenida Amélia Amado, estive em luxuosas alcovas, estraguei caríssimos móveis, arrastei carros, cofres, geladeiras, rádios e televisores, quebrei portas de ferro, danifiquei mercadorias, molhei sedas e cetins, encharquei cheques de bancos e notas de cruzeiro novo...

Entretanto, eu fui legal com vocês, obedeci rigorosamente às as marcas que o prefeito botou nos postes da Avenida do Cinquentenário e cumpri todas as regras de transito, pois quando eu via uma placa dizendo NÃO ESTACIONE, eu não parava, mas parei logo que cheguei à altura de uma outra placa que dizia PARE... Voltei ao meu leito.

Vocês culpem-me por tudo que fiz e que não fiz... Caluniem-me, como estão exagerando, dizendo pelos jornais, que matei mais de mil pessoas e desabriguei mais de 35 mil... Vinguem-se de mim, jogando-me toda a sujeira e podridão que deixei nas ruas. Digam que sou perverso, ladrão, assassino e destruidor. Tudo isso minhas águas levarão para Ilhéus...

Espero que todos vocês, pouco a pouco se conformem e se esqueçam do que aconteceu. Trabalhem para recuperar o que perderam, enquanto eu continuarei a ajudar-lhe a construir o que foi destruído e lavar o que ficou sujo. Espero também, que, para o futuro, fiquem prevenidos, porque, mais tarde ou mais cedo, pode a natureza me forçar a fazer-lhes uma nova VISITA.
Do Livro “Documentário Histórico Ilustrado de Itabuna”, de José Dantas de Andrade, segunda edição, Proplan, Itabuna, 1986

11 de jul de 2015

O Rio Cachoeira Era o "Pai dos Pobres" em Itabuna



Quando ainda não sofria os fortes efeitos da poluição. Lurdes Bispo, doméstica, tem 61 anos e conta que o Rio Cachoeira era muito diferente do que é visto hoje.

“Esse rio era lindo”. Lurdes lembra do tempo em que crianças costumavam brincar no rio, mulheres lavavam roupas e homens pescavam. O rio Cachoeira era fonte de lazer e trabalho. “Esse rio era o pai e a mãe da pobreza”.

Era nele que as famílias encontravam formas de sustento, lembra. Sem poluição, a pesca era um bom negócio e as lavadeiras podiam trabalhar despreocupadas. Lurdes diz que mulheres passavam o dia todo lavando roupas no rio, inclusive ela.

Os filhos da doméstica costumavam brincar com outras crianças no Cachoeira. Lurdes explica que era uma forma de lazer para todos. “ Tinha areia branca e dava pra ver muitos peixes no rio”.

Para ela todo o esgoto e lixo despejado no Cachoeira acabou com o rio. “O rio está morto. Acabou”. Segundo ela, as pessoas deviam tomar conta do rio, pois ele já foi muito importante para a cidade.

Banho de RioO carregador Moisés dos Anjos, 62 anos, conta também que costumava tomar banho no rio, há muitos anos. Ele passava o dia pescando enquanto a mãe tomava banho e lavava roupa. “ Saíamos de manhã e só voltávamos à noite”, lembra Moisés.

Ele diz que o rio vivia lotado de pessoas e que um número enorme de crianças costumava brincar nele. Na opinião de Moisés, hoje as pessoas não são felizes com o rio como no passado.

“As pessoas não encontram mais peixes e o mau cheiro incomoda muito. Já foi muito bom esse rio, mais hoje nem as mulheres ganham mais lavando roupas”.

José Rosa tem 36 anos e é carregador. Ele conta que o rio era um lugar que costumava brincar quando criança. Era um lugar de lazer dele e dos colegas.

Todos os amigos de José iam até o rio e passavam o dia nadando e brincando. “Hoje, não tenho mais coragem de entrar”.

Todas as mudanças do Rio Cachoeira já serviram como fonte de inspiração para o escritor e poeta Cyro de Mattos. Em seu livro “Vinte Poemas do Rio”, Cyro apresenta poemas que lembram os tempos das lavadeiras, dos pescadores e das crianças. Há também referências à poluição do rio.
Fonte: Jornal “A Região”, 25 de abril de 2009, Itabuna

7 de jul de 2015

Clube Social da Mangabinha já viveu dias de glória

Parece mentira, mas não é: esse velho galpão localizado na rua João Mangabinha, bairro Mangabinha, já foi palco de eventos históricos!  Ali, nos anos 1960 e 1970, aconteceram shows memoráveis, de astros nacionais como Jorge Ben, Sandra Sá, Fevers, José Augusto, Fábio Jr., Jessé, Nelson Gonçalves e muitos outros.
Como quase tudo em Itabuna, o clube foi carcomido pelo tempo e pela interminável crise. Mas os moradores mais velhos ainda contam histórias nostálgicas sobre o velho Clube Social da Mangabinha. 

Valdelice Pinheiro



Antes de ser professora eu sou poeta, eu sou artista, este ser que não precisa se comprometer com nada porque ele próprio, por si, já é o olho mágico que descobre o presente, que recria o objeto e o fato para o ângulo maior da história".

Valdelice Soares Pinheiro nasceu em Itabuna, a 24 de janeiro de 1929. Filha de prestigiada família de desbravadores, estudou o primário em Ilhéus, em colégios como Nossa Senhora da Piedade e Colégio Municipal de Ilhéus. Licenciou-se em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Foi diretora da Faculdade de Filosofia de Itabuna (antiga FAFI) e lecionou Estética e Ontologia na UESC - Universidade Estadual Santa Cruz. Como poetisa, publicou dois livros: "De Dentro de Mim" e "Pacto". Mas possui uma significativa obra inédita, poética e filosófica, prevista para futura publicação póstuma pela UESC.

Sua poesia de traço intimista, filosófico e humanista mostra uma sensível preocupação com a natureza humana e as causas universalistas, tocada, principalmente, para a transformação dos valores, para a fraternidade e para uma visão reflexiva do mundo contemporâneo. Sensibilismo agudo expressado em conformidade com um lirismo leve e harmonioso, a poesia de Valdelice Pinheiro é dotada de questionamentos e indagações que fazem do seu processo criador um conjunto equilibrado entre poesia e ação, verso e matéria cotidiana, atestando, assim, o cunho filosófico que se molda na visão crítica do mundo e num sensível espírito que toma a poesia como causa maior que gesta o verso em cada respiração.

Faleceu em Itabuna, no dia 29 de agosto de 1993, deixando em todos que admiravam a sua obra o vazio da saudade de uma poetisa que fez dos seus versos a síntese do universo em que seus olhos de filósofa viam.

4 de jul de 2015

Carlos Pontes foi sepultado em Itabuna


O corpo do engenheiro Carlos Pontes foi enterrado, nesta quarta-feira, no Cemitério Campo Santo, em Itabuna. Ex-diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Embasa, Pontes faleceu na madrugada de terça, em Salvador. Pontes estava internado há vários meses e tratava uma luta contra um câncer no cérebro.

O corpo do engenheiro chegou a Itabuna na terça à noite e foi velado por muitos amigos. Carlos Pontes também foi diretor do escritório regional da Embasa, entre 2008 e 2009. Ele deixa dois filhos e a esposa, Elisandra Curvelo. Políticos e dirigentes da Embasa lamentaram a perda.

Itabuna tem menor média de homicídios

Itabuna encerrou o primeiro semestre deste ano com a menor taxa de assassinatos dos últimos 10 anos. Dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública, aos quais o Jornal das Sete, da Morena FM, teve acesso, mostram isso. A média mensal ficou em torno de 8 mortes violentas. Entre primeiro de janeiro e 30 de junho foram registrados 50 assassinatos. O mês passado está entre os menos violentos desde 2005. Em junho deste ano foram registradas 6 execuções, a maioria pessoas suspeitas de ligações com o tráfico de drogas.

No primeiro semestre ocorreram 26 a menos que no ano passado, quando foram registrados 76. Em 2014 a média foi de 12,6 assassinatos por mês. Para as autoridades de segurança pública, um dos principais fatores foi a transferência de presos perigosos para presídios de Serrinha e Lauro de Freitas. O governo explica que diversas ordens para assassinato de pessoas partiam do presídio de Itabuna. As mortes eram determinadas pelo chamado alto escalão das facções criminosas raios A e B.

Os Areeiros do Rio Cachoeira



Corumbá tem o rio Paraguai; Teresina, o velho Parnaíba de águas barrentas; Porto Alegre, o Guaíba. Enfim: cada cidade tem o seu rio e cada rio tem os seus cantores. O de Itabuna, no sul da Bahia, é o Cachoeira, que está para a capital do cacau assim como o Pão de Açúcar para a Guanabara: é o símbolo da cidade. Um símbolo sereníssimo em tempo de estio, belo, ao mesmo tempo “ sofrido com sua gente simples escorrendo o esforço de manhãs e tardes no calendário líquido da vida ” - como diz o contista Cyro de Mattos, recém aparecido na paisagem das letras nacionais com o livro “ Berro de Fogo”.

Claro que o Cachoeira tem também as suas lavadeiras, pescadores e aguadeiros. Mas não é sobre essa gente humilde que vamos dizer algumas palavras: um poeta local, Firmino Rocha, um grande poeta, já entoou um hino muito bonito para essas mulheres admiráveis, as lavadeiras. Nosso assunto é sobre os arreeros, homens e meninos que buscam no fundo do rio areia para as construções de Itabuna. Areeiros que tangem “ jumentos no toque-toque repetitivo dos dias, pelas ruas nem sempre calçadas, levando as cargas de areia nas latas, em perfeito entendimento com o seu dono, que os tange rumo às construções nas ruas próximas e nos bairros distantes” - ainda segundo Cyro de Mattos.

Os areeiros do rio Cachoeira são tipos que o repórter desconhecia: o caminhar dos jumentos que transportam areia pode parecer um desfile até certo ponto monótono e triste, mas seus donos são homens alegres, sempre sorrindo e satisfeitos com sua profissão. O rio Cachoeira sem eles certamente perderia muito de sua beleza. É que os areeiros fazem parte da paisagem grapiúna, e o velho Teodoro - o mais antigo de todos - ama o seu rio, o rio que lhe dá sustento e aos seus.

- Quanto ganham?

- Depende. Cada carga de areia de quatro latas custa quase nada e ganha mais quem possui maior tropa de jegues ou jumentos. Um areeiro pode ganhar até 10 contos por dia. Mas, para isto, precisa trabalhar da aurora ao crepúsculo, sem parar, e precisa ter compradores para sua mercadoria, que é a areia cor de chumbo arrancada do fundo do rio, nas épocas em que o Cachoeira está baixo, pois durante as cheias “ele não respeita nem o rico”, como diz Teodoro, O Cachoeira avança desordenadamente e invade as ruas de suas margens, principalmente quando há enchentes ( e duas delas ficaram para a história grapiúna), o que levou um poeta popular de Itabuna a dizer em versos:

“Tinha gente que acordava Naquele grande alvoroço A água levando tudo Fazendo o maior destroço O pobre salvava a vida Com água pelo pescoço”.

Assim, tempo bom para areeiro é tempo de seca: o rio é manso, as águas correm vagarosamente, é mais fácil arrancar a areia com a pá, que serve também de remo para aqueles que enchem os caíques (canoas) da carga, depositando-a depois na margem do rio, de onde ela é colocada nas latas, formando a carga que será levada pelos passos cadenciados dos jumentos, ora apressados ora lentos.

Infelizes os areeiros? Não. Por incrível que pareça são homens que estão em paz com a vida e com o mundo. De vez em quando aparece um prefeito que tenta atrapalhar o ganha-pão dos areeiros com regulamentos, portarias ou decretos. Mas aqueles homens sabem que existem leis e poderes superiores. Recentemente, o prefeito de Itabuna tentou proibir o trabalho dos areeiros cobrando um imposto muito alto. Eles recorreram à Marinha de Guerra, ali representada por um Sargento, ganharam a questão e, segundo Teodoro, “ nós hoje tira areia até debaixo da casa dele, se ele se meter a coisa”.

Assim vivem os areeiros do rio Cachoeira, contribuindo no anonimato para a grandeza de Itabuna, para o seu progresso, para as construções que se erguem, para os prédios novos que os coronéis do cacau começam a levantar na cidade bonita e pujante.
Fonte: Revista O Cruzeiro de 25 de março de 1967

26 de jun de 2015

Estado negocia construção de dois presídios em Itabuna, segundo site



O governo do estado planeja a construção de mais dois presídios em Itabuna, de acordo com informações do site Pimenta. O projeto para as duas novas unidades prisionais foi apresentado em Brasília ao diretor do Departamento Penitenciário Nacional, Renato Campos Vitto. O secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, afirmou que cada presídio custará cerca de R$ 12 milhões e terá capacidade para 385 detentos. Uma nova reunião para tratar do assunto deve ser agendada. O secretário disse ainda que o planejamento é obter os recursos e iniciar as obras ainda neste ano. Além de Itabuna, Lauro de Freitas deve ganhar mais vagas no sistema prisional. As novas três unidades devem criar 1.164 vagas, com investimento previsto em R$ 34 milhões. Os presídios pretendem desafogar o atual conjunto penal, que está superlotado.

Bahia Notícias

Morre, aos 84 anos, o ex-prefeito de Itabuna Fernando Cordier

Morreu na madrugada deste domingo (14), em Itabuna, no sul da Bahia o ex-prefeito Fernando Cordier, aos 84 anos. A informação foi confirmada por Maria Inês Cordier, filha do político. Segundo a Inês, Fernando Cordier morreu casa onde morava, em Itabuna e sofria insuficiência respiratória.

A causa da morte não foi divulgada. Fernando Cordier foi prefeio de Itabuna na década de 60, quando o então prefeito, José Almeida Alcântara morreu e foi realizada uma nova eleição. Fernando Cordier disputou a eleição com José Oduque Teixeira, e acabou sendo eleito. Ele também era comerciante e fazendeiro. Cordier deixa mulher e cinco filhos. O enterro será na segunda-feira (15), no Cemitério Campo Santo, em Itabuna.

 G1

18 de mai de 2015

Geraldo Simões e Capitão Azevedo podem se unir nas eleições 2016

Nesta semana o jornalista José Adervan conseguiu unir dois ex-prefeitos de Itabuna em sua residência. O jornalista está se convalescendo de uma cirurgia e recebeu a visita de Capitão Azevedo (DEM) e Geraldo Simões (PT). Geraldo Simões foi acompanhado pelo vereador Ruy Machado (PTB) e Capitão Azevedo pelo advogado Alah Góes. Os dois ex-prefeitos conversaram por mais de uma hora, e a pauta foi a sucessão municipal de 2016. Geraldo convidou Azevedo para se filiar em um partido da base do governo para uma possível composição em 2016.
[Políticos do Sul da Bahia]

Itabuna vence Juazeiro e sonha com a Série A

O Itabuna venceu pela primeira vez na Série B do Campeonato Baiano 2015. Já sob o comando do treinador Duzinho, o Azulino derrotou o Juazeiro por 3 a 1, no Estádio Luiz Viana Filho (Itabunão) e volta a sonhar com vaga na “elite” do Baianão em 2016. O time itabunense fez 3 a 0 com Nem, Nildo e Renilson. Após perder várias chances de ampliar, sofreu o gol de honra do Juazeiro, marcado por Jean Carlo, no finalzinho da partida.

O resultado deixou o Azulino com 5 pontos em quatro jogos. Está, provisoriamente, na terceira colocação. O líder é o Fluminense, que perdeu por 4 a 3 par o Jequié, há pouco. O vice-líder é o Flamengo de Guanambi, próximo adversário do Itabuna, com 8 pontos em cinco jogos. O presidente do Itabuna, Ricardo Xavier, disse que agora é hora de pensar no próximo compromisso.

Domingo (25), o Azulino enfrenta o Flamengo de Guanambi, no Estádio 2 de Julho. “O Itabuna está vivo, tem chance de subir. Os jogadores brigaram até o último minuto”, disse o dirigente em entrevista à Rádio Difusora. GRAPIÚNA É SÉTIMO Com chances remotas de subir para a “elite”, o Grapiúna empatou em 0 a 0, ontem (16), com o Flamengo, no Itabunão. Com quatro pontos, o Bem-Te-Vi está na sétima colocação, após disputar cinco jogos. A equipe enfrenta o Botafogo, no domingo (25), fora de casa.

4 de mai de 2015

Rádio Difusora é alvo de sabotagem e ficou fora do ar





Na última quinta-feira, 30, o clima era de festa na Rádio Difusora Sul da Bahia. A emissora preparou um super evento de comemoração aos seus 55 anos para o público na Praça Rio Cachoeira, com shows gratuitos para os ouvintes com as bandas Bonde da Burguesinha, Lordão, Cacau com Leite e Amor a Dois.

Tudo pronto, praça lotada, e a rádio, mais uma vez acabou sendo alvo de uma sabotagem técnica, que provocou a suspensão da transmissão. A Rádio teve sua transmissão sabotada pela quinta vez entre 2014 e 2015.
Desta feita, o criminoso cortou o fio que transmite informações para a emissora e a central da operadora OI. De acordo com moradores da localidade, Rua Liberalino de Souza, bairro Santo Antônio, onde está o armário da OI que distribui o sinal, um homem alto, bem arrumado e conduzindo um veículo Siena, esteve na localidade por volta das 19:30, justamente no momento que a rádio foi tirada no ar.
Conforme técnicos da operadora, apenas três funcionários tem acesso ao painel, por esse motivo não será difícil investigar e descobrir a autoria através das digitais analisadas pelos peritos da cidade.

30 de abr de 2015

Hospital de Base abre sindicância por conta de suposto novo furto de respirador

A direção do Hospital de Base de Itabuna abriu uma sindicância para apurar um possível furto de um aparelho respirador pulmonar. Segundo informações, a sindicância tem até a próxima quinta-feira para apresentar o relatório final.

Caso a sindicância não localize o aparelho, o diretor do Hospital, Paulo Bicalho, deverá registrar um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

Vale lembrar que a Polícia Civil está investigando desde o mês de março do ano passado o furto de três aparelhos respiradores pulmonares. Os aparelhos foram doados ao município pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) e seriam utilizados nos atendimentos de emergência e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o prejuízo alcança R$ 184 mil.
Fonte: Políticos do Sul da Bahia

Unidade de saúde do bairro Mangabinha é aberta à população


Está em pleno funcionamento, depois de passar por uma ampla reforma, a Unidade de Saúde da Família Nilton Ramos de Almeida, no bairro Mangabinha. O trabalho feito pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, com recursos do SUS e do Município, faz parte de um programa de qualificação de unidades de saúde, que foi retomado pela atual administração, depois de ter sido paralisado em 2012. A USF Nilton Ramos de Almeida tem capacidade para atender bem os cerca de sete mil moradores da Mangabinha.

23 de abr de 2015

Emasa - Serviço de Atendimento ao Consumidor no Facebook

Com os problemas de abastecimento de água em Itabuna, a EMASA disponibiliza um serviço telefônico de atendimento ao cliente: 0800 073 1195. Mas além de estar sempre sobrecarregado, funciona só durante o dia.

Mas há um serviço que pouca gente aproveita, mas que efetivamente funciona: a página da empresa no Facebook, mantida pela equipe de Comunicação (https://www.facebook.com/EmasaItabuna). Nunca uma reclamação fica sem resposta, com atuação inclusive durante as madrugadas, e os problemas são encaminhados para os setores responsáveis por cada tipo de reclamação.





18 de abr de 2015

Diretoria da Emasa recebe vereadores na captação de água em Ferradas


Na manhã desta sexta feira, 17, o diretor-presidente da Emasa, Ricardo Campos, acompanhado pelos diretores, Geraldo Dantas, Davi Pires, José Antonio, João Bitencurt, e Elzita Vidal, receberam na Estação de Captaçao de Água de Ferradas, um grupo de vereadores composto pelos edis Jairo Araujo, José Silva, Joilson Rosa e Ailson Souza. Eles haviam solicitado da empresa que lhes fosse mostrada a real situação do Rio Cachoeira e de como estava sendo feita a captação.

O corpo técnico da Emasa deu acesso total aos representantes da comunidade itabunense, que puderam constatar o quão crítica está a situação daquele trecho, sobretudo no local onde ficam as boias com as bombas que fazem a sucção da água bruta pra os tanques de tratamento da água.

Infelizmente o Rio Cachoeira está quase completamente seco, com as pedras que um dia foram submersas à mostra, e os poucos trechos com água estão tomados pelas baronesas. Com essa situação, os motores estão parados.

“A única solução é chover”, disse o presidente Ricardo Campos aos presentes. “Se não chegar água no rio nos próximos 10 dias, a situação vai determinar a decretação do estado de emergência. Precisamos de chuvas nas cabeceiras do Rio Cachoeira. As chuvas que caem em Itabuna não resolvem esse problema, é preciso chover forte nas áreas do Rio Colônia e Rio Salgado, ou seja, de Itapé para cima. Só assim poderíamos ter um volume de água suficiente, pois estes dois rios deságuam nele”.

E o problema não é só no Rio Cachoeira: “precisamos de chuvas também nas cabeceiras do Rio Almada, que está sendo muito mais exigido por nós, que aumentamos a captação ali, devido À paralização da captação de água daqui da estação de Ferradas”, Campos, que sempre pede à comunidade o uso racional da água. Evitar todo e qualquer desperdício é uma obrigação de todos nós.










17 de abr de 2015

Distribuição de água começa a se normalizar em alguns bairros de Itabuna


Há cerca de três semanas uma suspensão no fornecimento ocorreu devido a queima de  algumas bombas, causada pela queda de um raio na estação de captação do Rio do Braço, em Ilhéus. Técnicos da Emasa e da Coelba trabalharam por quase duas semanas até resolver o problema.

Este não foi o único motivo que levou a suspensão de água em Itabuna. A falta de chuva na região também tem prejudicado o abastecimento na região oeste da cidade e deixado moradores dos bairros Maria Matos/Rua de Palha, Urbis IV, Loteamento Morumbi, Brasil Novo, Jorge Amado, Ferradas e Novas Ferradas, sem água.

A Emasa tem feito um grande esforço de remanejamento para atender a demanda nos por meio de carro pipa que tem amenizado o problema em grade parte da cidade. “Mas a fila é enorme e é preciso que o usuário tenha um pouco de paciência”, pede o presidente Ricardo Campos.

Ele lembra que a estiagem prolongada nas cabeceiras do Rio Cachoeira é um problema antigo que sempre comprometeu o abastecimento de água nessa época do ano e a Emasa tem feito um grande esforço com as manobras, na tentativa de levar água à população, mesmo que em menor quantidade.

Ricardo pede à comunidade que continue economizado o máximo que puder, com ou sem chuva porque a escassez de água não é exclusividade de Itabuna, mas um problema global.

27 de fev de 2015

Itabunenses sofrem nas mãos das Lojas Americanas...


Em itabuna os clientes das Lojas Americanas são tratados como gado! Em pleno horário comercial (9h da manhã de hoje) essa era a situação na bateria de caixas da loja do Centro de Itabuna: todos os terminais inativos, com exceção de UM! E isso é apenas o começo: esse único não tem moedas, nem troco sequer para uma nota de R$10. Isso gerou um situação inusitada: para comprar um chocolate, passei 15 minutos na fila e, ainda assim, tive que desistir, pois não tinha troco. Coisa pouca, mas ainda assim um flagrante de desrespeito ao consumidor.


13 de jan de 2015

Normalizado o abastecimento no Bairro de Zizo, após conserto na rede


A tubulação de água potável que abastece várias residências nos bairros de Zizo, Pedro Jerônimo e Daniel Gomes estourou na Rua Bela Vista, Bairro de Zizo. Uma equipe da Emasa, coordenada por Pedro Barreto, foi deslocada pra conter o vazamento e lá chegando constatou que um tubo de de 200 mm, danificado, poderia deixar muita gente sem água.

De imediato entrou em ação, contendo o desperdício. Tão logo o serviço foi concluído, a manobra foi reaberta e o abastecimento, em poucas horas, foi normalizado.

Você pode e deve ajudar a Emasa a combater o desperdício de água e corrigir problemas nas redes de esgotamento sanitário! Utilize nossos canais de comunicação oficiais, que são o telefone grátis 0800-073-1195 e o nosso site www.emasaitabuna.com.br.

Emasa continua com o recadastramento imobiliário em Itabuna


Iniciado desde o mês de agosto, o recadastramento imobiliário que está sendo feito pela Emasa permitirá que a empresa cobre uma tarifa mais justa, além de corrigir distorções na classificação de cada usuário.  O recadastramento está sendo feito por uma equipe de 15 estagiários da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC) e a previsão é de que o processo seja concluído dentro de quatro meses aproximadamente.

O presidente da Emasa, Ricardo Campos, explicou que os estagiários usam um formulário especifico, durante as visitas às residências para saber dados físicos atualizados de cada imóvel, bem como a situação de  hidrômetros, se a residência possui ligação de água e esgoto, entre outros. Como exemplo, Ricardo disse que uma residência popular pode está pagando uma conta de água mais cara, como se fosse a de uma residência não popular. “É uma distorção que a Emasa quer  corrigir”.

Há mais de 10 anos que a empresa não realiza um recadastramento dessa natureza. A iniciativa está previsto no novo Regulamento de Serviços aprovado em janeiro deste ano e que tem direcionado as ações da empresa.

Ricardo Campos reforça a importância de um recadastramento imobiliário que vai permitir corrigir distorções e uma cobrança correta nas contas de água e esgoto, como também oferecer aos usuários uma prestação de serviço eficiente, beneficiando todas as famílias itabunenses e em especial as camadas mais carentes. 

Ricardo lembra que o estagiário possui um crachá de identificação que deve ser apresentado ao usuário no momento da visita. Ele pede também que as famílias recebam bem o estagiário e respondam corretamente as perguntas pois é com base nesses dados que a empresa vai assegurar uma melhor qualidade  do serviço.  

Atendimento da Sefaz em Itabuna será feito no novo posto do SAC

O atendimento da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA) em Itabuna, no sul da Bahia, vai passar a ser feito na nova unidade do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), que será inaugurada na próxima sexta-feira (16). Instalada no Shopping Jequitibá, na Rua Aziz Marrom, a unidade funcionará de segunda a sexta-feira, com atendimento da Sefaz das 9 às 15h.

A transferência para o SAC permite que a prestação de serviços da Sefaz tenha foco no atendimento, enquanto a Inspetoria Fazendária sediada no município se concentra na fiscalização. Com a mudança, a Secretaria da Fazenda chega a 21 pontos de atendimento em unidades do SAC.

Segundo o diretor de Atendimento da Sefaz, João Osvaldo Barbosa Borges, a mudança da Inspetoria Fazendária para unidade de atendimento específica garante uniformização dos procedimentos e agilidade na resolução das demandas. "O coordenador de atendimento estará lá para cuidar exatamente dessas demandas, enquanto caberá ao inspetor ou supervisor as atividades específicas da fiscalização".

Entre os serviços mais procurados estão a Inscrição de Produtor Rural, parcelamento, ato declaratório de isenção de ICMS, ato declaratório de isenção de IPVA e petições que não estejam disponibilizadas na internet. Ao todo, 113 serviços podem ser resolvidos pelo site da Sefaz, como a emissão de Nota Fiscal Avulsa, certidões negativas e emissão de DAE, diminuindo a demanda do atendimento presencial.

Tenente morre em acidente com micro-ônibus do Exército


O segundo tenente do Exército Ismael Macêdo Guimarães, de Itabuna, faleceu em um acidente nesta manhã de terça (13) no trecho de Maruim (SE) da BR-101, próximo a Aracaju.  De acordo com informações, Ismael estava com outros oito militares no micro-ônibus do Exército. O acidente ocorreu em um trecho em obras na rodovia.

Ismael, que cursou Engenharia Civil na FTC de Itabuna, foi lançado para fora do micro-ônibus durante o capotamento. O veículo caiu de um barranco. O micro-ônibus capotou várias vezes e caiu em cima do corpo do jovem, conforme relatos de militares. Os feridos foram levados para o Hospital de Urgência de Sergipe.

O micro-ônibus se deslocava para o município de Rosário do Catete, trecho da 101 que está sendo duplicado pelo Exército. Nas redes sociais, amigos e familiares lembram a energia e a facilidade de Ismael fazer amigos.

Lavagem do Beco do Fuxico será em fevereiro

Dirigentes de blocos carnavalescos confirmaram a Lavagem do Beco do Fuxico 2015 para o dia 7 de fevereiro. A edição deste ano fará uma homenagem aos 30 anos do axé music. A lavagem é promovida pelos blocos e contará com o apoio da Prefeitura de Itabuna. Até agora, estão confirmados os blocos Maria Rosa, Casados I… Responsáveis, Mendigos de Gravata, Descasados, Resgate dos Kizumbas, Planeta Reggae, Encantarte e Hora Extra.

As baianas também estão confirmadas para a tradicional lavagem com água de cheiro no Beco do Fuxico (Travessa Adolfo Leite). A programação da festa ainda será anunciada. Uma atração esperada é o cantor Luiz Caldas, feirense que decolou em sua carreira musical ainda em Itabuna, e é considerado o pai do axé music.
Fonte: Pimenta

Caruru beneficente busca levar itabunense ao Bolshoi

O grupo Amigos Comunitários da Califórnia promoverá, no próximo domingo (18), um Caruru Beneficente em prol da viagem de Lauanny Santos Batista para Joinville (SC). A garota foi aprovada na última seletiva da Escola de Teatro Bolshoi, ocorrida em novembro, e precisa se apresentar dia 2 de fevereiro.

O referido caruru, cujo material é fruto de doações, será vendido por R$ 7,00. As refeições estarão à disposição na rua Júlio Santos, nº 240, bairro Califórnia, em Itabuna. Quem quiser contribuir com alimentos, bem como adquirir um prato no domingo, pode ligar para (73) 8843-8356 ou 9194-4414.

À ESPERA DE APOIO
Lauanny, de 10 anos, é uma das alunas do programa Viv-à-rt que participaram da seletiva do Bolshoi em Itabuna e, posteriormente, em Santa Catarina. Além dela, dois estudantes da Fundação Marimbeta – Jadson Santos, de 9 anos, morador do “Morro do Macaco”, bairro Fonseca, e Watson Conrado, de 10, habitante do Maria Pinheiro – foram aprovados na mesma seletiva.

Tais projetos sociais, apesar de terem custeado a ida dos alunos até a seletiva da maior escola de ballet do mundo, ainda não sinalizaram com qualquer tipo de apoio concreto para a ida deles ao Bolshoi.
Fonte: Pimenta

Traficantes de Itabuna são presos em Eunápolis

A PEOT pelotão de Emprego Operacional Tático, na VTR 0770, em sua ronda habitual, avistaram um trio suspeito e foram verificar a procedência da moçada. São 2 jovens, Jonatas Silva Santos que faz aniversário amanhã, completando 20 anos e vai comemorar na cadeia, seu parceiro Edmilson Oliveira Santos Filho de 20 anos.

Policiais da PEOT estavam na rua Lomanto Junior, Pequi quando viram que dois elementos desceram de duas motos mototaxis e uma menina, na abordagem eles gaguejaram nas conseguiram desviar a conversa, mas antes, por desconfiar que poderia ser perigoso pelo fato de haver outros elementos por perto, pelo rádio chamaram outra viatura foi avisada e chamada, foi a conta, quando os dois viram chegar a outra viatura cheia de gente com tudo em cima, abriram o “bico” sem cerimônias, foram contado tudo, e a polícia foi até a rua Aparecida 95 e encontraram a mercadoria pronta pra venda.

Mais uma construtora dá calote em Itabuna

Mais uma construtora, a Alamar Incorporação, dá calote em trabalhadores que atuam no bairro Santo Antonio, perto do Abrigo São Francisco de Assis. O prazo de pagamento terminou dia 5 e os diretores disseram que não têm previsão para colocar o dinheiro na conta dos funcionários.

A Alamar, que alega problemas técnicos junto a CEF, ameaça cortar o dia de quem não for trabalhar. Os trabalhadores cruzaram os braços. O sindicato da categoria está no circuito para resolver o problema, mas a empresa ainda não se manifestou.
Fonte: Verdinho

Augusto Castro pede ao DNIT passarela no bairro Odilon


O deputado Augusto Castro (PSDB) solicitou ao superintendente regional do DNIT na Bahia, Amauri Sousa Lima, a construção de uma passarela na BR 101, no trecho que corta o bairro Odilon, em Itabuna.

De acordo com informações dos moradores passadas ao deputado, é grande o índice de acidentes na rodovia. O superintendente do DNIT acolheu o pedido de Augusto Castro e informou que determinará ao residente do órgão em Itabuna que faça o levantamento necessário para atender essa reivindicação do deputado que traduz o desejo da comunidade do bairro Odilon.

Pelo menos 40% das ligações recebidas pelo Samu são trotes na BA

Pelo menos 40% das ligações recebidas pelo Serviço Móvel de Urgência (Samu) são trotes na Bahia. Em Juazeiro, região norte da Bahia, por exemplo, das oito mil ligações recebidas nas 10 cidades atendidas, cerca de 2.500 são consideradas enganosas.

Segundo o coordenador regional do Samu, o número aumenta em período de férias escolares. "Devido às férias escolares, a gente tem esse aumento, um incremento em média de 25% a mais, chegando a até 3.100 ligações falsas. E a maior parte é devido a isso mesmo - crianças estão em casa e o número de trotes aumenta nesse período", explica Denis Rufino.

No interior do estado, entre 30% e 40% das ligações recebidas pelo Samu são trotes. Como na região de Vitória da Conquista, composta por 11 cidades. Por lá, de 16 mil telefonemas mensais, 5.600 são falsos. Já em Salvador, 40% das três mil ligações recebidas por mês não são fruto de ocorrências reais. Os prejuízos à população são incalculáveis, mas dois deles se destacam - as linhas telefônicas que ficam congestionadas e liberação de ambulâncias e viaturas sem necessidade.

A situação também acontece no Corpo de Bombeiros de Juazeiro. "No ano retrasado, a gente teve, de 100 ligações, 93 de trotes. E a gente teve um aumento em torno de 95", conta o mahor José Alberto Souza e Silva Júnior, subcomandante do Corpo de Bombeiros da cidade. Os bombeiros fazem também campanhas educativas para tentar inibir a ação das pessoas. "Tem que policiar, estar em cima, monitorando, para que esse mau hábito seja cerceado, seja combatido dentro de casa.

29 de dez de 2014

Itabuna atinge o número de 153 homicídios este ano

A morte de Erick Oliveira Moura, 33 anos, executado a tiros na tarde deste domingo (28), num terreno baldio nos fundos do Supermercado Itão, no São Caetano, amplia para 153 o número de homicídios em Itabuna durante o ano de 2014 . Este foi o terceiro homicídio registrado na região nas últimas horas e Itabuna fecha o ano com uma média de 75 assassinatos para cada cem mil habitantes, o que a torna uma das cidades mais violentas do país.

Ele teria sido seqüestrado por dois homens em um carro de marca, cor e placa não informados. A vitima trabalhava como metalúrgico e teria envolvimento com usuários de drogas. A policia não dispõe de pistas sobre os autores do crime e foi encontrada com os óculos que usava no momento da execução.

Crimes
A policia também investiga a morte de Wellington Jesus Assis, 20 anos, assassinado com vários tiros na travessa São José, em Buerarema e em Ubaitaba, o vendedor de peixes Léo Carly Dias Silva, 24, foi assassinado com três tiros por dois assaltantes. Ele ainda tentou fugir dos criminosos acabou ferido e morreu ao ser removido para o Hospital e Base Luis Eduardo Magalhaes, em Itabuna, quando recebia os primeiros socorros.
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