21 de jun de 2016

Comércio de Itabuna será fechado no dia 25 em acordo feito com Sindicato dos Comerciários


O Sindicato dos Comerciários de Itabuna celebrou acordo com a maioria das lojas do centro da cidade no sentido de não funcionarem no sábado, 25 de junho, logo após o feriado de São João. Aproximadamente 90% das lojas da Cinquentenário, Paulino Vieira e Rui Barbosa assinaram o acordo.
O acordo possibilitará aos comerciários e comerciárias mais tempo para curtir as festas juninas ou descansar. “O comércio ficará esvaziado por conta do feriado na sexta-feira (25), já que muitas pessoas se dirigem para cidades vizinhas como Ibicuí, Coaraci e Ibirapitanga, então unimos o útil ao agradável”, avalia Nivaldo Fagundes, diretor do sindicato.
Para compensar a folga, que não está prevista na Convenção Coletiva da categoria, o horário especial do período junino será ampliado. Ficou estabelecido que nos dias 20, 21 e 22/06 o horário de funcionamento será de 9h às 20h30. O sindicato entrou em contato com o 15º BPM, que garantiu o policiamento nos dias supracitados, a fim de garantir a segurança dos comerciários e comerciárias, bem como da população.


Geraldo Simões recebe apoio de professores em aniversário da diretora do NRE-05

O almoço foi em comemoração ao aniversário da professora Solange Sampaio, diretora do Núcleo Regional de Educação (NRE-05).  Professores, funcionários, amigos e amigas confraternizaram com a diretora que fez questão de frisar apoio à pré candidatura de Geraldo Simões.







20 de jun de 2016

Governo da Bahia e Prefeitura de Ilhéus apresentam: Jorge e Mateus dia 26 de junho no São João de Ilhéus


Geraldo vence primeiro debate entre prefeituráveis de Itabuna




O pré-candidato a prefeito de Itabuna, Geraldo Simões (PT), foi quem apresentou as melhores propostas para administrar Itabuna a partir de 2017. Essa foi a percepção mais comentada nos grupos no WhatsApp, que atualmente pautam o discurso político na cidade. O debate foi promovido pela Rádio Difusora.
Geraldo, que inicialmente não havia sido convidado, teve sua participação garantida por meio de uma decisão da Justiça Eleitoral, pontuou ações que implantou quando foi prefeito em duas gestões, e apontou soluções para um eventual novo mandato.
Na Educação, por exemplo, cobrou uma participação articulada das instituições locais, e uma ação específica: educação em tempo integral. “A rua não é lugar para as crianças passarem metade do dia”.

17 de jun de 2016

Urbis IV recebe Geraldo Simões para discutir PGP

O pré-candidato a prefeito de Itabuna, Geraldo Simões (PT), participa, nesse sábado (18), às 9 horas, na Urbis IV, de mais uma reunião do Programa de Governo Participativo (PGP). O encontro desse sábado será realizado no espaço de D Alzira na rua G 112 Urbis IV.
Promovido pelo Partido dos Trabalhadores, o PGP é o instrumento que garante à população o protagonismo nas discussões de suas prioridades, que vão integrar o programa de governo do partido a ser registrado no TSE. Esse será o oitavo encontro de Geraldo com a população para discutir os temas que afligem toda a cidade.
Nas plenárias anteriores – São Caetano, Conceição,  Fátima, Ferradas, Pedro Jerônimo / Maria Pinheiro e Mangabinha – já foram recolhidas diversas indicações dos participantes, o que será realizado até o final da pré-campanha. “Quanto maior a participação, mais problemas e reivindicações serão incluídos no programa de governo. Por isso é importante a participação de todos, independentemente da preferência de cada um”, reforça Geraldo.


IBGE abre processo seletivo com 7,5 mil vagas em todo o país, sendo 454 na Bahia.


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abrirá 7,5 mil vagas para agentes de pesquisa e mapeamento em todo o país, sendo 454 delas distribuídas entre 51 municípios baianos. As inscrições começam na próxima terça (21) e serão encerradas em 19 de julho, pelo site da Cesgranrio. A taxa está fixada em R$ 30,00.
O processo seletivo prevê 9 vagas para Itabuna e outras 9 para Ilhéus. Conforme o edital, também serão abertas oportunidades para Eunápolis (5), Ipiaú (5), Itamaraju (5), Itapetinga (3), Jequié (5), Poções (3), Porto Seguro (6), Teixeira de Freitas (10) e Valença (6).
Do eixo centro-sul e sudoeste baiano, Vitória da Conquista será o município com maior número de vagas – 12 no total. Os municípios com maior número de vagas no estado são Feira de Santana, com 17, e a capital baiana, Salvador, com 204. A relação total de vagas pode ser conferida mais abaixo, no link “leia mais”.
O salário definido para agentes de pesquisa e mapeamento é R$ 1.250,00 mais auxílio-alimentação, auxílio-transporte, férias e 13º salário. O contrato tem duração de um ano, podendo ser renovado por mais um.
PROVA EM SETEMBRO
As provas do processo seletivo do IBGE estão previstas para ocorrer em 4 de setembro. O resultado deverá sair, conforme o cronograma, em 3 de outubro.
O edital estabelece que a prova objetiva terá 60 questões de Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Geografia. O candidato terá 4 horas para responder as questões, das 13h às 17h (horário de Brasília). Para conferir o total de vagas por município baiano, basta clicar no link abaixo.

VAGAS POR MUNICÍPIO NA BAHIA

1 de ago de 2015

O Rio Cachoeira



Maria Palma de Andrade e Lurdes Bertol

O principal curso d'água do município é o rio Cachoeira, que divide a cidade de Itabuna e banha os municípios vizinhos. O rio Cachoeira não é só uma referência geográfica, é um patrimônio histórico, é o próprio testemunho da história de Itabuna e da região, uma vez que, pelas suas margens, penetraram os desbravadores como Félix Severino do Amor Divino e Manoel Constantino, que deram origem à cidade. Por ele chegaram os frades que catequizaram os índios, e os naturalistas que vieram estudar a flora, como Von Martius e Von Spix. O rio Cachoeira é formado pelos rios Colônia e Salgado, que, após a sua junção, a aproximadamente 500 metros à jusante da cidade de Itapé, recebe este nome.

O principal formador do rio Cachoeira, o rio Colônia, nasce na terra de Ouricana, banha os municípios de Itororó, Itaju do Colônia e Itapé, percorrendo 100 km desde de sua nascente até sua confluência com o rio Salgado. Alguns afluentes do rio Colônia são os ribeirões da Água Preta, da Fartura, do Ouro, do Jacaré, das Iscas, entre outros.

O rio Salgado nasce na serra do Salgado, a mais ou menos 300 m de altitude, distante 2 km do povoado de Ipiranga, no município de Firmino Alves. Banha as cidades de Firmino Alves, Santa Cruz da Vitória, Floresta Azul, Ibicaraí e Itapé, percorrendo 64 km até sua junção com o rio Colônia. São alguns de seus afluentes os ribeirões Jussara, Caxingó, Coquinhos, Barra Nova, entre outros.

Os formadores da bacia do rio Cachoeira são importantes no contexto da região sul da Bahia, pois banham 11 municípios: Itabuna, Ilhéus, Itapé, Itororó, Itapetinga, Firmino Alves, Floresta Azul, Jussari, Itaju do Colônia, Ibicaraí e Santa Cruz da Vitória.

As características geomorfológicas da área da bacia, como forma de relevo, geologia e outros, influenciaram os rios quanto à drenagem, que é do tipo exorréica (desembocam no litoral) e quantidade de sedimentos. Predominam as rochas do complexo cristalino Brasileiro com permeabilidade e porosidade secundárias, decorrendo do fraturamento e cisalhamento das rochas, o que orientou o sentido do percurso de seus rios. No leito raso, o afloramento da rochas forma corredeiras, o que impede a navegação. Em toda a área da bacia, apenas ma cachoeira, denominada Pancada Formosa, é encontrada no rio Salgado, com 12 metros de altura, localizada na fazenda São Jorge, no município de Ibicaraí. Nela foi construída uma hidrelétrica, com potência de 300 kw, destruída pela enchente de 1964.

Com grande parte de sua vegetação florestal devastada, principalmente a de suas margens, continua ocorrendo erosão sobre os terrenos inclinados e assoreamento em vários pontos do leito dos rios, no período das chuvas fortes, quando recebem grande volume de água e transportam os sedimentos.

O regime dos rios da bacia do Cachoeira é pluvial, sendo que o fator mais importante na área é o clima, de três feições marcantes:

- Clima quente e úmido, próximo ao litoral, típico das florestas tropicais com precipitação superior a 1800mm anuais, temperatura média de 24oC e umidade relativa de cerca de 80%, sem estação seca;

- Clima de transição, ocorrendo um período seco nos meses de agosto e setembro. Apresenta temperaturas médias mensais elevadas e pluviosidade 1000mm anuais;

- Clima seco a oeste, apresentando vegetação xerófila (de clima seco) e caducifólia (que perde folhas); precipitação de 700 mm e estação seca de mais de cinco meses.

A diminuição das chuvas nas cabeceiras dos rios formadores da bacia, nos períodos de estiagem prolongada, altera a descarga, diminuindo a vazão. Aliado a isso, os esgotos que são lançados em seu leito, além de outros tipos de poluição, fazem proliferar as baronesas com tal intensidade que estas cobrem todo o leito, modificando a paisagem, dando a idéia que o rio desapareceu, que está morto. Com a volta da chuvas e o aumento da descarga, os rios voltam a fluir normalmente.

O ecossistema que envolve toda a bacia está num estágio avançado de degradação e poluição, principalmente em áreas próximas aos centros urbanos. A bacia do rio Cachoeira está afetada pela erosão das vertentes, em conseqüência do desmatamento, esgotamento do solo, pelo uso inadequado, pelos esgotos urbanos e industriais, pela falta de saneamento de todas as cidades que estão as suas margens, pelos lixões criados em lugares impróprios, por doenças resultantes de poluição generalizada. Pela importância dos rios para os municípios por eles banhados, e o fato de a água ser um elemento essencial à vida, passou-se a planejar a recuperação, preservação e monitoramento do meio ambiente, através de uma política de utilização racional da bacia, protegendo-a dos problemas que a afetam. Espera-se, desta forma, recuperar a qualidade da água, executado um projeto que contemple a educação ambiental e, através dela, seja promovido o desenvolvimento social e econômico. É importante que seja rigorosamente aplicada a legislação ambiental.

O rio Cachoeira, com 12 km de extensão dentro do município de Itabuna, e 50 km desde sua junção com Colônia e Salgado até sua foz em Ilhéus, corre no sentido SW-E, indo desaguar no Oceano Atlântico através da baía de Pontal, em Coroa Grande (Ilhéus). Seus principais afluentes, dentro do município de Itabuna, são os rios Piabanha e dos Cachorros.

Na área urbana de Itabuna existem 14 micro-bacias de drenagem formadas por córregos, riachos e ribeirões que desaguam no rio Cachoeira, mas a única área em condições de ser efetivamente drenada localiza-se na parte central da cidade. O principal deles, o ribeirão de Lavapés, passou a receber o esgoto doméstico. O nome Lavapés foi-lhe dado em razão de ser parada obrigatória para aqueles que, vindos das roças, lavavam os pés cobertos de lama para calçar os sapatos antes de entrar na cidade.

O vale do rio Cachoeira ora se apresenta aberto em forma de U, ora se estreita em razão das colinas que se aproximam do seu leito. O seu gradiente é da ordem de 2m/1000 de declive entre Itabuna e Ilhéus, aumentando para o interior.
Fonte: “ De Tabocas a Itabuna”, de Maria Palma Andrade e Lurdes Bertol Rocha, Editus, Ilhéus, 2005.

25 de jul de 2015

Viagem Pelo Cachoeira



O rio Cachoeira nasce nas fraldas da Serra do Itaraca, no município de Vitória da Conquista. Banha terras deste município e aparece em Itambé. Depois de percorrer quilômetros, chega a Itapé com o nome de Colônia quando então se encontra com o rio Salgado. Seu nome de rio Cachoeira foi dado pelos capuchinhos italianos, em meados do século XVIII, no período da catequese.

Como Colônia banha o atual município de Itaju, antigo distrito de Itabuna,. Depois de receber as águas do Salgado o seu mais importante afluente, pouco acima de Itapé, muda o nome, passando a ser Cachoeira até desaguar no Oceano Atlântico. Antes de sua chegada ao mar de Ilhéus, encontra-se com os rios Santana e Fundão, formando a chamada Coroa Grande.

Nesse percurso, da Serra de Itaraca até o oceano, através de mais de 300 quilômetros, as suas águas passam por uma das mais importantes regiões da Bahia, sendo fator principal para a subsistência de duas grandes riquezas do Estado: cacau e pecuária.

Curiosamente, apesar de seu nome, o rio não possui, ao longo do seu curso, nenhuma cachoeira importante. Muitas ilhas existiram antes cercadas por suas águas: Marimbeta, por muito tempo conhecida como Ilha do Jegue, Sequeiro Grande, Bananeiras, Sempre Viva, Quiricós e outras. De todas elas agora existem apenas lembranças.

O principal afluente do rio Cachoeira é o Salgado, que antes banha as terras de Ibicaraí, Floresta Azul, Firmino Alves, Itororó e Santa Cruz da Vitória. São ainda seus afluentes Piabanha, Catolé, Duas Barras, Sucuriúba, Ponte, Sapucais, Areia, Primavera, Jacarandá, e Itaúna, este último, entre Salobrinho e Cachoeira, para alguns teria sido a origem do atual nome da cidade de Itabuna.

A história do rio Cachoeira começa justamente onde termina o seu curso: a entrada do porto de Ilhéus. Ali, em 1535, suas águas foram testemunhas da chegada de Francisco Romero, que vinha tomar posse das cinqüenta léguas de terras doadas por D. João III, pela Carta Régia de 25 de abril de 1534, ao escrivão da Corte de Portugal, Jorge de Figueiredo Correia, e que se constituíam na Capitânia dos São Jorge dos Ilhéus. Pode-se dizer que este rio assistiu e acompanhou ainda as lutas dos donatários e ouvidores da capitania contra os terríveis Aimorés, Tupiniquins e Guerens, guardando na lembrança das águas os nomes de Lucas Giraldes, D. Helena de Castro, Braz Fragoso, Vasco Fernandes Coutinho, Antonio da Costa Camelo, Luiz Freire de Veras, Francisco Nunes Costa, Balthazar da Silva e outros.

Em 1595, suas águas deram passagem aos franceses, que saquearam e devastaram a pequena aldeia de Ilhéus. Mias tarde abrigariam também os soldados da esquadra do almirante Lichthardt, que desembarcaram no Pontal, fazendo dali a cabeça de praia para assalto e saque a Ilhéus. Em ambas as invasões, os estrangeiros foram heroicamente repelidos pelos poucos habitantes da Vila, com a intercessão da Virgem Maria, originando daí a lenda e culto de N. S. das Vitórias.

Segundo Francisco Borges de Barros, no livro “Memórias do Município de Ilhéus “ , edição de 1915, foi em 1553 que tiveram início as explorações nas margens do Cachoeira. Apenas na parte que era navegável, trecho entre Ilhéus e Banco da ´Vitória.. Já nesse tempo, o Padre Luis Soares Araújo, referindo-se ao rio, escrevia: “ Caudaloso rio chamado o da Cachoeyra da vila, capaz de navegar sumacas, barcos, lanchas e canoas; não há quem lhe saiba o seu princípio, por vir muito de dentro do Sertão e que todos afirmam que vem das minas...”.

A exploração e a catequese nas margens do Cachoeira coube ao padre Manoel da Nóbrega, juntamente com os catequistas Francisco Pires, Aspicuelta Navarro, Manoel Chaves e outros. Os trabalhos dos jesuítas se desenvolveram mais para as regiões de Porto Seguro, Itacaré, Boipeba, Cairu e Canavieiras, mas alguns deles se ocuparam dos índios que viviam nas margens do rio, no referido trecho navegável.

Mais tarde, em 1570, durante a época das bandeiras, uma das expedições chefiada por Martins Carvalho penetrou pelas margens do rio indo a um ponto além do Banco da Vitória. Um personagem de destaque nas expedições, ao longo das margens do rio Cachoeira, foi o capitão português João Gonçalves da Costa. Contam várias histórias a respeito da ação devastadora contra os índios, destacando a sua crueldade, a ponto de Saint Hilaire, no seu relatório “Voyage au Perou”, assim se expressar:“ o quadro de destruição e atos de selvageria praticados por João Gonçalves de Costa, contra os fracos restos de índios das margens do Cachoeira e Rio de Contas, desafia ao mesmo tempo a sensibilidade do homem de coração bem formado”.

Em “Capitania de São Jorge de Ilhéus”, João Silva Campos registra também a ação devastadora praticada contra os índios Guerens por João Amaro, contratado pelo governador da Província, Afonso Furtado de Mendonça. Muito sangue, muita crueldade e as vidas de milhares de índios foi o preço da conquista e exploração às margens do rio Cachoeira.

No princípio do século XVIII, os frades capuchinhos deram início à catequese dos poucos índios que sobreviveram às carnificinas de João Gonçalves e João Amaro. Do trabalho catequético desses piedosos e bravos frades, foram surgindo ao longo do curso do Rio Cachoeira aldeias, povoados, colônias e missões, como Banco da Vitória, Cachoeira de Itabuna, Ferradas, Cachimbos, Catolé e outras.

Uma dessas povoações muito progrediu, foi a de Cachoeira de Itabuna, no tempo de Weyll e Samaraker, colonos estrangeiros que fundaram ali às margens do rio Cachoeira e seu afluente Itaúna uma colônia que ficou muito afamada pelo desenvolvimento da cultura de cana de açúcar, arroz, cacau e fumo, produtos que chegaram a ganhar medalhas de ouro nas exposições de Viena, Turim e na corte do Brasil.

Também a povoação do Banco da Vitória conheceu um surto de progresso, quando então serviu como nosso primeiro porto fluvial.

Entre muitos que morreram afogados nas águas do tio Cachoeira, um deles ficou na história, foi o frade capuchinho Luiz de Grava, no dia 19 de abril de 1875, quando viajava de canoa com destino ao arraial de Tabocas.

Entre as ilhas formadas pelo rio Cachoeira, uma delas tem uma história muito conhecida. É a Ilha do Jegue, que já se chamou Ilha da Marimbeta, Ilha do Temístocles e Ilha do Capitão Aristeu. Ela no rio já existia quando da chegada de Félix Severino e Manoel Constantino, pioneiros da corrente migratória sergipana rumo às terras de Itabuna..

Em 1914, registra-se a primeira grande enchente do rio Cachoeira. Fortes chuvas desabaram sobre a região durante onze dias, causando destruição de tudo que existia próximo às suas margens. Itabuna sofreu com a enchente, ficando alagada em suas primeiras ruas. Comenta-se que ficou como a maior enchente até pouco tempo. .

Muitas enchentes seguiram-se a de 1914. Uma delas ficou famosa por servir de palco e cenário de um fato incomum. Um jegue ficou preso na “ Ilha do Capitão Aristeu”, que por isso mesmo passou a ser chamada “Ilha do Jegue”. Foi alvo da compaixão e curiosidade de gente que assistia das margens, durante quatro dias, o heroísmo do pobre animal, atemorizado com a subida das águas em torno da ilha. Entre urros e sustos, salvou-se, enfim, depois que as águas baixaram. Foi recebido por uma grande multidão que lhe deu as honras de um “herói”, quando pisou em terra firme de uma das margens do rio.

Em 1947, a ponte Lacerda, recém-construída, serviu de barragem para grande quantidade de “baronesas”, capim amazonas e outras plantas aquáticas, que o rio transportava em suas fortes correntezas. As águas represadas invadiram as partes mais baixas da cidade. Foi grande a destruição na Mangabinha, Burundanga, Bananeira, Berilo e outros bairros ribeirinhos.

Em 1964, novamente as águas do Cachoeira transbordaram em uma enchente que causou prejuízos nos mesmos lugares anteriormente atingidos. Ano depois, ou seja, 1965, mês de novembro, o Cachoeira invadia novamente Itabuna, chegando a alagar pela primeira vez a Avenida do Cinquetenário. Apesar dos grandes prejuízos, a enchente de dezembro de 1967, segundo registros históricos, foi muito superior a todas as outras. Seus estragos ainda estão bem vivos na memória dos mais velhos.

Fonte: “Documentário Histórico Ilustrado de Itabuna”, José Dantas de Andrade, Proplan, Itabuna, 1986.

18 de jul de 2015

Carta do Rio Cachoeira aos Itabunenses


José Dantas de Andrade
Nasci magro, estreito, e, por muitos e muitos séculos, quando a natureza me forçava a transportar maior volume de água, eu tratava de engordar e me alargar pouco a pouco, destruindo os empecilhos naturais que dificultavam a minha missão.

Vi nascer tabuna a até ajudei bastante a vocês construírem essa bela cidade, muito embora não gostasse que vocês aterrassem ocupassem as minhas margens, que sempre foram o meu recurso para aliviar o peso das águas em meu leito. Por muita e muitas vezes fiz notar esse meu desgosto.

Em 1914, em conseqüência de onze dias de pesados aguaceiros em toda a zona, fui forçado a utilizar os meus domínios, causando-lhes grandes prejuízos, essa foi a minha primeira GRANDE ENCHENTE, até hoje lembrada e comentada.

Em 1927, vocês construíram sobre o meu leito a primeira grande ponte de cimento. Por muitas e muitas vezes, passei por suas fortes pilastras jogando-lhes pesados toros de madeira, tentando destruí-las. O meu maior desejo sempre foi molhar a copa daquele “chapéu” que vocês me botaram, o que somente agora consegui.

Em 1945, vocês, aproveitando as pedras do Sequeiro do Velho Roque” construíram ali uma nova ponte. Dois anos mais tarde, ou seja, em 1947, quando se registrou a minha segunda GRANDE ENCHENTE, quando por aqui passei carregando toneladas de baronesas, aquele empecilho me forçou a invadir novamente os meus domínios e os prejuízos foram grandes, principalmente para os pobres de Mangabinha, Burundanga, Bananeiras, e margens do canal.

Não obstante vocês continuaram botando empecilhos em meu leito. Atravessaram na minha garganta uma forte muralha de cimento - a barragem - e apertaram a minha barriga com um monstruoso “cinturão” que foi aquela ponte para o Bairro Góes Calmon. As minhas primeiras tentativas contra aqueles empecilhos foram feitas em 1964 e 1965. Novamente tive que utilizar meus antigos domínios e os resultados ainda estão bem lembrados. Causei prejuízo aos pobres e susto aos ricos. Nestas ocasiões, tive oportunidade de conhecer a bela Avenida do Cinquetenário, orgulho de todos vocês, tão bela, tão linda, que até fiquei com pena de estraga-la e dei-lhe apenas um “banho”.

Agora, neste fim de 1967, forçado a transportar as de todos os meus ribeiros e ribeirões, na minha MAIOR ENCHENTE de todos os tempos, tentei contra todos os empecilhos do meu leito, fui forçado a invadir novamente os meus domínios e como a carga que levava era muito pesada, causei mortes, destruições e vultosos prejuízos a ricos e pobres. Desta vez os que mais sofreram foram os ricos porque na minha passagem pela Cinquentenário, Paulino Vieira, Praça Adami, Adolfo Maron, Firmino Alves, Praça João Pessoa, Pontalzinho e Avenida Amélia Amado, estive em luxuosas alcovas, estraguei caríssimos móveis, arrastei carros, cofres, geladeiras, rádios e televisores, quebrei portas de ferro, danifiquei mercadorias, molhei sedas e cetins, encharquei cheques de bancos e notas de cruzeiro novo...

Entretanto, eu fui legal com vocês, obedeci rigorosamente às as marcas que o prefeito botou nos postes da Avenida do Cinquentenário e cumpri todas as regras de transito, pois quando eu via uma placa dizendo NÃO ESTACIONE, eu não parava, mas parei logo que cheguei à altura de uma outra placa que dizia PARE... Voltei ao meu leito.

Vocês culpem-me por tudo que fiz e que não fiz... Caluniem-me, como estão exagerando, dizendo pelos jornais, que matei mais de mil pessoas e desabriguei mais de 35 mil... Vinguem-se de mim, jogando-me toda a sujeira e podridão que deixei nas ruas. Digam que sou perverso, ladrão, assassino e destruidor. Tudo isso minhas águas levarão para Ilhéus...

Espero que todos vocês, pouco a pouco se conformem e se esqueçam do que aconteceu. Trabalhem para recuperar o que perderam, enquanto eu continuarei a ajudar-lhe a construir o que foi destruído e lavar o que ficou sujo. Espero também, que, para o futuro, fiquem prevenidos, porque, mais tarde ou mais cedo, pode a natureza me forçar a fazer-lhes uma nova VISITA.
Do Livro “Documentário Histórico Ilustrado de Itabuna”, de José Dantas de Andrade, segunda edição, Proplan, Itabuna, 1986

11 de jul de 2015

O Rio Cachoeira Era o "Pai dos Pobres" em Itabuna



Quando ainda não sofria os fortes efeitos da poluição. Lurdes Bispo, doméstica, tem 61 anos e conta que o Rio Cachoeira era muito diferente do que é visto hoje.

“Esse rio era lindo”. Lurdes lembra do tempo em que crianças costumavam brincar no rio, mulheres lavavam roupas e homens pescavam. O rio Cachoeira era fonte de lazer e trabalho. “Esse rio era o pai e a mãe da pobreza”.

Era nele que as famílias encontravam formas de sustento, lembra. Sem poluição, a pesca era um bom negócio e as lavadeiras podiam trabalhar despreocupadas. Lurdes diz que mulheres passavam o dia todo lavando roupas no rio, inclusive ela.

Os filhos da doméstica costumavam brincar com outras crianças no Cachoeira. Lurdes explica que era uma forma de lazer para todos. “ Tinha areia branca e dava pra ver muitos peixes no rio”.

Para ela todo o esgoto e lixo despejado no Cachoeira acabou com o rio. “O rio está morto. Acabou”. Segundo ela, as pessoas deviam tomar conta do rio, pois ele já foi muito importante para a cidade.

Banho de RioO carregador Moisés dos Anjos, 62 anos, conta também que costumava tomar banho no rio, há muitos anos. Ele passava o dia pescando enquanto a mãe tomava banho e lavava roupa. “ Saíamos de manhã e só voltávamos à noite”, lembra Moisés.

Ele diz que o rio vivia lotado de pessoas e que um número enorme de crianças costumava brincar nele. Na opinião de Moisés, hoje as pessoas não são felizes com o rio como no passado.

“As pessoas não encontram mais peixes e o mau cheiro incomoda muito. Já foi muito bom esse rio, mais hoje nem as mulheres ganham mais lavando roupas”.

José Rosa tem 36 anos e é carregador. Ele conta que o rio era um lugar que costumava brincar quando criança. Era um lugar de lazer dele e dos colegas.

Todos os amigos de José iam até o rio e passavam o dia nadando e brincando. “Hoje, não tenho mais coragem de entrar”.

Todas as mudanças do Rio Cachoeira já serviram como fonte de inspiração para o escritor e poeta Cyro de Mattos. Em seu livro “Vinte Poemas do Rio”, Cyro apresenta poemas que lembram os tempos das lavadeiras, dos pescadores e das crianças. Há também referências à poluição do rio.
Fonte: Jornal “A Região”, 25 de abril de 2009, Itabuna

7 de jul de 2015

Clube Social da Mangabinha já viveu dias de glória

Parece mentira, mas não é: esse velho galpão localizado na rua João Mangabinha, bairro Mangabinha, já foi palco de eventos históricos!  Ali, nos anos 1960 e 1970, aconteceram shows memoráveis, de astros nacionais como Jorge Ben, Sandra Sá, Fevers, José Augusto, Fábio Jr., Jessé, Nelson Gonçalves e muitos outros.
Como quase tudo em Itabuna, o clube foi carcomido pelo tempo e pela interminável crise. Mas os moradores mais velhos ainda contam histórias nostálgicas sobre o velho Clube Social da Mangabinha. 

Valdelice Pinheiro



Antes de ser professora eu sou poeta, eu sou artista, este ser que não precisa se comprometer com nada porque ele próprio, por si, já é o olho mágico que descobre o presente, que recria o objeto e o fato para o ângulo maior da história".

Valdelice Soares Pinheiro nasceu em Itabuna, a 24 de janeiro de 1929. Filha de prestigiada família de desbravadores, estudou o primário em Ilhéus, em colégios como Nossa Senhora da Piedade e Colégio Municipal de Ilhéus. Licenciou-se em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Foi diretora da Faculdade de Filosofia de Itabuna (antiga FAFI) e lecionou Estética e Ontologia na UESC - Universidade Estadual Santa Cruz. Como poetisa, publicou dois livros: "De Dentro de Mim" e "Pacto". Mas possui uma significativa obra inédita, poética e filosófica, prevista para futura publicação póstuma pela UESC.

Sua poesia de traço intimista, filosófico e humanista mostra uma sensível preocupação com a natureza humana e as causas universalistas, tocada, principalmente, para a transformação dos valores, para a fraternidade e para uma visão reflexiva do mundo contemporâneo. Sensibilismo agudo expressado em conformidade com um lirismo leve e harmonioso, a poesia de Valdelice Pinheiro é dotada de questionamentos e indagações que fazem do seu processo criador um conjunto equilibrado entre poesia e ação, verso e matéria cotidiana, atestando, assim, o cunho filosófico que se molda na visão crítica do mundo e num sensível espírito que toma a poesia como causa maior que gesta o verso em cada respiração.

Faleceu em Itabuna, no dia 29 de agosto de 1993, deixando em todos que admiravam a sua obra o vazio da saudade de uma poetisa que fez dos seus versos a síntese do universo em que seus olhos de filósofa viam.

4 de jul de 2015

Os Areeiros do Rio Cachoeira



Corumbá tem o rio Paraguai; Teresina, o velho Parnaíba de águas barrentas; Porto Alegre, o Guaíba. Enfim: cada cidade tem o seu rio e cada rio tem os seus cantores. O de Itabuna, no sul da Bahia, é o Cachoeira, que está para a capital do cacau assim como o Pão de Açúcar para a Guanabara: é o símbolo da cidade. Um símbolo sereníssimo em tempo de estio, belo, ao mesmo tempo “ sofrido com sua gente simples escorrendo o esforço de manhãs e tardes no calendário líquido da vida ” - como diz o contista Cyro de Mattos, recém aparecido na paisagem das letras nacionais com o livro “ Berro de Fogo”.

Claro que o Cachoeira tem também as suas lavadeiras, pescadores e aguadeiros. Mas não é sobre essa gente humilde que vamos dizer algumas palavras: um poeta local, Firmino Rocha, um grande poeta, já entoou um hino muito bonito para essas mulheres admiráveis, as lavadeiras. Nosso assunto é sobre os arreeros, homens e meninos que buscam no fundo do rio areia para as construções de Itabuna. Areeiros que tangem “ jumentos no toque-toque repetitivo dos dias, pelas ruas nem sempre calçadas, levando as cargas de areia nas latas, em perfeito entendimento com o seu dono, que os tange rumo às construções nas ruas próximas e nos bairros distantes” - ainda segundo Cyro de Mattos.

Os areeiros do rio Cachoeira são tipos que o repórter desconhecia: o caminhar dos jumentos que transportam areia pode parecer um desfile até certo ponto monótono e triste, mas seus donos são homens alegres, sempre sorrindo e satisfeitos com sua profissão. O rio Cachoeira sem eles certamente perderia muito de sua beleza. É que os areeiros fazem parte da paisagem grapiúna, e o velho Teodoro - o mais antigo de todos - ama o seu rio, o rio que lhe dá sustento e aos seus.

- Quanto ganham?

- Depende. Cada carga de areia de quatro latas custa quase nada e ganha mais quem possui maior tropa de jegues ou jumentos. Um areeiro pode ganhar até 10 contos por dia. Mas, para isto, precisa trabalhar da aurora ao crepúsculo, sem parar, e precisa ter compradores para sua mercadoria, que é a areia cor de chumbo arrancada do fundo do rio, nas épocas em que o Cachoeira está baixo, pois durante as cheias “ele não respeita nem o rico”, como diz Teodoro, O Cachoeira avança desordenadamente e invade as ruas de suas margens, principalmente quando há enchentes ( e duas delas ficaram para a história grapiúna), o que levou um poeta popular de Itabuna a dizer em versos:

“Tinha gente que acordava Naquele grande alvoroço A água levando tudo Fazendo o maior destroço O pobre salvava a vida Com água pelo pescoço”.

Assim, tempo bom para areeiro é tempo de seca: o rio é manso, as águas correm vagarosamente, é mais fácil arrancar a areia com a pá, que serve também de remo para aqueles que enchem os caíques (canoas) da carga, depositando-a depois na margem do rio, de onde ela é colocada nas latas, formando a carga que será levada pelos passos cadenciados dos jumentos, ora apressados ora lentos.

Infelizes os areeiros? Não. Por incrível que pareça são homens que estão em paz com a vida e com o mundo. De vez em quando aparece um prefeito que tenta atrapalhar o ganha-pão dos areeiros com regulamentos, portarias ou decretos. Mas aqueles homens sabem que existem leis e poderes superiores. Recentemente, o prefeito de Itabuna tentou proibir o trabalho dos areeiros cobrando um imposto muito alto. Eles recorreram à Marinha de Guerra, ali representada por um Sargento, ganharam a questão e, segundo Teodoro, “ nós hoje tira areia até debaixo da casa dele, se ele se meter a coisa”.

Assim vivem os areeiros do rio Cachoeira, contribuindo no anonimato para a grandeza de Itabuna, para o seu progresso, para as construções que se erguem, para os prédios novos que os coronéis do cacau começam a levantar na cidade bonita e pujante.
Fonte: Revista O Cruzeiro de 25 de março de 1967

26 de jun de 2015

Morre, aos 84 anos, o ex-prefeito de Itabuna Fernando Cordier

Morreu na madrugada deste domingo (14), em Itabuna, no sul da Bahia o ex-prefeito Fernando Cordier, aos 84 anos. A informação foi confirmada por Maria Inês Cordier, filha do político. Segundo a Inês, Fernando Cordier morreu casa onde morava, em Itabuna e sofria insuficiência respiratória.

A causa da morte não foi divulgada. Fernando Cordier foi prefeio de Itabuna na década de 60, quando o então prefeito, José Almeida Alcântara morreu e foi realizada uma nova eleição. Fernando Cordier disputou a eleição com José Oduque Teixeira, e acabou sendo eleito. Ele também era comerciante e fazendeiro. Cordier deixa mulher e cinco filhos. O enterro será na segunda-feira (15), no Cemitério Campo Santo, em Itabuna.

 G1

3 de out de 2014

Carro do Google Street View está em Itabuna


Boa notícia para quem usa com frequência os serviços Google Mapas, Google Earth e principalmente o Google Street View: o carro super equipado de captação de imagens tridimensionais encontra-se circulando pela cidade de Itabuna, o que indica em que em breve os mapas e imagens deverão ser atualizados.

Colaboração: Thadeu Brasileiro via WhatsApp.

10 de set de 2014

Praça dos Capuchinhos é o“point”de aposentados


Todos os dias um grupo de aposentados se reunem num encontro agradável e “obrigatório”  para o bate papo, o lazer, a descontração e também uma competição que já dura mais de 15 anos. Os jogos de dominó e de cartas de baralho. “Aqui é nossa grande terapia”, diz Aloilson Bessa Leite. 

São dois grupos que hoje somam cerca de 50 integrantes divididos entre os que jogam pedrinhas e os que preferem o terno vermelho. Todos os dias, a partir das 9 horas da manhã eles se dividem em grupos de quatro e se concentram apenas nas jogadas. O que acontece “lá fora” é outra história.

Chuva, sol, vento ou calor são pequenos detalhes que esses jovens da terceira idade já estão acostumados a enfrentar. Não porque preferem, mas pelas condições do local que não é tão favorável.

A praça é o único espaço público disponível no bairro Conceição onde eles podem se reunir, mas não tem cobertura, a não ser uma improvisada em cima do monumento (colunas) que decora a praça, localizada fica em frente à igreja que tem o mesmo nome do bairro.

Eles não reclamam, mas bem que ficariam mais felizes se houvesse um espaço maior e mais confortável.  Ou pelo menos se fossem colocados mesas e banquinhos fixos de cimento, a exemplo do que acontece em algumas áreas.

“Nos divertimos aqui e consideramos um passatempo saudável, bem melhor do que estarmos em casa, sem ter muito o que fazer”, confirma Adailson Souza Pontes, um dos freqüentadores da praça.

Outro integrante, Alberto Fernandes Dias, conta que o grupo surgiu no inicio da década de 90 como por acaso, com apenas quatro jovens idosos que se encontravam para jogar, na antiga feirinha do bairro. Aos poucos, um e outro e mais outros se aproximaram por curiosidade, gostaram e terminaram ficando.
A “coisa”hoje é tão benéfica e ao mesmo tempo tão levada sério que os aposentados decidiram criar a Associação dos Aposentados do Conceição, com horários definidos e uma taxa simbólica mensal de R$5 reais. O dinheiro é para a “manutenção do clube”, ou seja,  a compra de pedras de dominó, de baralhos, prêmios e ingredientes para um bom churrasco.  

A festa com comes e bebes só acontece durante o torneio realizado pelo menos duas vezes por ano. Ganham prêmios o primeiro, o segundo e terceiro colocados nas duas categorias (dominó e baralho). Terapia, passatempo, encontro de amigos, não importa o que os aposentados vão em busca. O certo é que o hábito competitivo e rotineiro deixa o grupo feliz e tem contribuído para uma vida mais saudável para todos eles.

E estudos científicos confirmam que os exercícios cerebrais feitos com freqüência em cada partida, como é o caso do jogo de dominó ou do baralho, trazem efeito positivo para a memória e  a inteligência do idoso em especial. 

Ao ponto de se tornar semelhante ao que ocorre com exercícios musculares realizados nas academias. “A atividade cerebral deve ser incentivada com freqüência porque fortalece o registro da informação e a organização dos dados na memória, na atenção e no raciocínio, ajudando a compensar  o avanço da idade.”.

Para o outro “sócio” Carlos Augusto Menezes, as informações são bem vindas porque  reforça o compromisso que eles já tem de se reunir, todos os dias da semana, inclusive aos domingos para as deliciosas partidas de baralho e dominó.

Ah! Os “meninos da melhor idade” dizem que o “clube” é aberto à participação de qualquer pessoa, independente de ser aposentada ou não.
Por Rosi Barreto [A Região]

11 de ago de 2014

Fotos noturnas das ruas de Itabuna

Veja mais fotos noturnas de Itabuna: 
www.sopaoitabuna.blogspot.com

Jardim do Ó. Foto: José Carlos Almeida

Av. do Cinquentenário. Foto: José Carlos Almeida

Av. Juracy Magalhães. Foto: José Carlos Almeida

Av. Juracy Magalhães. Foto: José Carlos Almeida

Pedro Fontes I. Foto: José Carlos Almeida

Pedro Fontes I. Foto: José Carlos Almeida

Rodoviária de Itabuna. Foto: José Carlos Almeida

Igreja Sta. Maria Gorete. Foto: José Carlos Almeida

Dormitório de um morador de rua no Centro Comercial.
Foto: José Carlos Almeida

Morador de rua. Foto: José Carlos Almeida

Centro Comercial. Foto: José Carlos Almeida

Antiga Feira da Mangabinha, hoje desativada.
Foto: José Carlos Almeida

10 de nov de 2013

Beatles são o grupo mais pirateado do mundo


DA EFE, EM LONDRES
Mais de 40 anos depois de seu fim, os Beatles são os músicos mais pirateados do mundo, com cerca de 190 milhões de downloads por ano, à frente de artistas como Bob Marley, Led Zeppelin e Rolling Stones, revelou nesta sexta-feira (8) um estudo elaborado pela plataforma mundial contra a pirataria Muso.

O quarteto de Liverpool lidera a lista dos dez artistas ou grupos mais pirateados na rede. De acordo com a revista "Music Week", calcula-se que cada arquivo de música dos Beatles seja baixado em média de mil vezes.

1 de out de 2013

A ponte e os nóias

Embora já tenha algumas décadas de inaugurada, essa ainda é conhecida como a "Ponte Nova". Como quase toda ponte do terceiro mundo (ao contrário das belas pontes dos países civilizados), esta permanece abandonada. A parte inferior é um verdadeiro pesadelo e até mesmo pode ser considerada uma verdadeira residência para os chamados "nóias".

19 de set de 2013

16 de set de 2013

Rádio Beatles Brasil - ela existe!


Música sendo tocada agora:
Carregando...  
Ouça agora:
www.thebeatles.com.br

Fernando Gomes não morreu!!!

Pra quem considerava o homem sumido, caído, esquecido, até mesmo morto, um aviso que pode ser vital: FERNANDO GOMES NÃO MORREU! O homem tem sido frequentemente visto "medindo rua" no centro de Itabuna, como aconteceu hoje, nesse flagrante. Cuidado, itabunenses... CUIDADO, VANE!

Animais na pista

Para quem vai dirigir no Semi-Anel Rodoviário (a rodovia que liga a BR 101 à estrada Ilhéus/Itabuna), todo cuidado é pouco: animais estão soltos pela pista, podendo causar acidentes graves.

6 de set de 2013

Últimas notícias policiais

MAIS DOIS JOVENS ASSASSINADOS EM ITABUNA
Noite de quinta feira (05/09) de muitos tiros em bairros diferentes de Itabuna. Várias vítimas foram levadas para os hospitais da cidade, com saldo de dois mortos. O primeiro crime foi  na Av. Pedro Jorge, no bairro Pedro Jerônimo, quando foi executado com disparos de arma de fogo José Miranda de Almeida, 18 anos. Ele residia próximo ao local do crime. A Polícia apura as circunstâncias do crime e se a vítima tinha envolvimento com tráfico de drogas.

Já no bairro Novo Jaçanã, na Rua E, também foi assassinado a tiros o homem identificado como Marcelo de Jesus Souza, 22 anos. Este ainda foi socorrido pelo SAMU com vida e chegou dar entrada no Hospital de Base, mas não resistiu, falecendo na madrugada de hoje. Com mais estes dois homicídios, já são 06 este mês e 97 este ano em Itabuna.

PADEIRO CAIU NA LEI MARIA DA PENHA

Foi conduzido ao plantão do Complexo Policial o padeiro Crispiniano Graça Filho, 50 anos. Segundo os policiais ele agrediu, dentro de sua própria residência, a esposa Maria Verônica, 36 anos, na tarde de ontem, no bairro California. Ele foi autuado em flagrante na Lei 11/340 (Maria da Penha) pela delegada Ivete Santana, titular da DEAM - Delegacía Especializada em Atendimento a Mulher.

ASSALTANTES CONTINUAM AGINDO PRINCIPALMENTE A NOITE
Prestou queixa no Plantão da Polícia Civil de Itabuna Edilson Lisboa Paixão. Ele relatou que foi assaltado na Rua Marquês de Pombal, bairro santo Antonio, por dois elementos armados que tomaram sua moto 150 cc, de cor preta, placa OKR-4297, por volta das 22h30, quando ele saía da casa da sua mãe.

Ladrões não perdoam nem as pequenas motocicletas nesta cidade. Chega a assustar o interesse por motos de apenas 50 cc, que antes passavam batidas na preferência dos gatunos: na noite passada a nova vìtima foi José Valter Cerqueira, que queixou-se do roubo. Ele contou que passava pela BR 415, em frente a uma empresa distribuidora de Gás Liquefeito de Petróleo GLP, quando um homem armado tomou sua cinquentinha. Detalhe: nos últimos dez dias já são quatro motos de pequeno porte levadas pelos ladrões, que preferiam normalmente motos a partir de 125 cilindradas.


Notícias enviadas pelo repórter policial Gilvan Lima com exclusividade para o blog Itabuna Hoje.