23 de ago de 2015

Toque Brasileiro terá Marcelo Ganem na próxima sexta

O cantor Marcelo Ganem é o próximo a abrilhantar o Projeto Toque Brasileiro, promovido pela TV Santa Cruz, em um palco montado na Praça Camacã, centro de Itabuna. O show tem início previsto para as 19h da próxima sexta-feira, 28 de agosto. Imperdível!

6 de ago de 2015

Não perca: Feijoada da Independência dia 07 de setembro


Obra de duplicação da Ilhéus-Itabuna terá nova licitação

Realizada há quase um ano e declarada deserta, a licitação para contratar a empresa que executará a duplicação da BR-415, que liga Ilhéus a Itabuna, deve ser relançada até o fim deste mês.

De acordo com o superintendente de Infraestrutura de Transportes do Estado, Saulo Pontes, que esteve em Ilhéus nesta terça-feira (4), a demora para o relançamento se deve a adequações no edital de licitação.

A duplicação de 18 quilômetros da rodovia é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), está incluída no pacote do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e deve custar até R$ 180 milhões. No site do PAC, a obra aparece como em “estágio de preparação”.

O trecho de 18 quilômetros será construído à margem direita do Rio Cachoeira. Estão previstas três pontes para interligar as duas pistas. A obra está entre as mais desejadas por quem trafega pela Ilhéus-Itabuna e, ao mesmo tempo, entre as mais anunciadas e não concretizadas. E, agora, será que vai?
Fonte: Pimenta

Familiares de jovem assassinado em Genebra alcançam valor do translado

Familiares do jovem Thomaz Brandão, de 20 anos, assassinado com um tiro pelas costas em Genebra, na Suíça, conseguiram arrecadar através de campanha nas redes sociais e  na Rádio Difusora os R$ 20.000 necessários para o translado do corpo do jovem.

Thomas foi assassinado por um “amigo” de prenome Alex, que foi preso em flagrante. O pai da vítima, Anderson Brandão, agradece a todos pela solidariedade e colaboração. A campanha está encerrada!

Baianos começam a receber SMS sobre 9º dígito

Os usuários de telefonia móvel da Bahia já estão recebendo avisos sobre a inclusão do nono dígito nos números originais - a mudança começa no estado no dia 11 de outubro. Os aparelhos com DDDs 71, 73, 74, 75 e 77 receberão o número 9 na frente, seguindo norma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

As empresas terão um prazo de dez dias para fazer a transição, durante o qual as chamadas realizadas com oito dígitos ainda serão completadas. Depois desse prazo, os clientes que não discarem o nono dígito receberão mensagens de orientação até o dia 9 de fevereiro de 2015 e nenhuma chamada com oito dígitos será completada nessas regiões.

A mudança já aconteceu em outros estados brasileiros - no Nordeste, só Bahia e Sergipe ainda não foram incluídos. A Anatel pretende com a mudança aumentar a disponibilidade de números para celulares, além de padronizar a marcação das chamadas.

Idosa de 113 anos morre no Hospital de Base de Itabuna

Uma das mulheres mais idosas de Itabuna, Mercina Maria dos Santos, 113 anos, residente na rua E, no bairro Monte Cristo, faleceu na manhã desta quinta feira (6), no Hospital de Base de Itabuna.

Com a saúde fragilizada, devido a idade avançada, Dona Mercina deixou esse mundo e uma imensidão de entes queridos: 60 netos, 30 bisnetos, além de tataranetos. A aposentada iria completar 114 anos no próximo dia 14 e nasceu em 1902, época em que Itabuna ainda era distrito de Ilhéus. Dona Mercina cresceu na lavoura e se casou com o primeiro e único namorado. Dos treze filhos, só seis são vivos. Até 2011 tinha uma vida ativa. Lavava roupa, prato; ajudava nos serviços da casa.

Depois que perdeu a visão, por conta de uma catarata, passava parte do tempo na varanda, batendo papo com parentes e vizinhos. O velório e sepultamento serão informados nas próximas horas. (RBN)

Caminhão pipa da EMASA desce ladeira atingindo muro de duas residências


Por pouco não aconteceu uma tragédia na manhã desta quinta-feira (6) no bairro Fonseca, em Itabuna. Um caminhão pipa da Emasa faltou freio em uma ladeira na Rua Nair Fonseca e desceu de ré, ladeira a baixo. O motorista do veículo na tentativa de parar, jogou o carro em um muro de duas residências. Segundo o motorista, quando o caminhão subia a ladeira, uma criança atravessou na frente e para não atropelar a criança ele freiou, mas, perdeu a força descendo a ladeira. O veículo ficou atravessado na Rua. Ninguém ficou ferido, houve apenas danos materiais.


Carlos Lee é homenageado pelo GAAC e pela PR





O empresário e pré-candidato a prefeito de Itabuna, Carlos Lee (PSB), foi homenageado pela Polícia Rodoviária Federal pela sua ajuda a uma campanha desenvolvida pela PRF em favor das crianças assistidas pelo Grupo de Apoio a Criança com Câncer (GAAC).


Lee representou a rádio Morena FM, da qual é sócio, e recebeu um certificado de Amigo do GAAC e da PRF pela efetiva participação na campanha, que arrecadou material de limpeza e de higiene pessoal para a instituição. A homenagem foi prestada pelo inspetor regional da PRF, Marcos Vinícius, um dos organizadores da campanha, que apresentou resultado tão positivo que agora será desenvolvida pela PRF em nível nacional em benefício de inúmeras outras entidades prestadoras de serviços de cunho social.

Estudante de Itabuna foi morto na Suíça

Um estudante de arquitetura de Itabuna foi morto em Genebra, na Suíça. O crime aconteceu no último domingo e o principal suspeito é um amigo de infância de Thomas Oliveira Brandão, de 21 anos. De acordo com a família, Thomas passava férias na Suíça, onde morou por quase 18 anos. A polícia daquele país prendeu o suspeito de atirar no itabunense e investiga se ou disparo foi intencional ou acidental.

Thomas era filho único e decidiu retornar ao Brasil há pouco mais de um ano. Ele veio embora para cursar Arquitetura. O corpo de Thomas Oliveira deve chegar a Itabuna no próximo final de semana. Familiares iniciaram uma campanha para arrecadar dinheiro para cobrir os custos do traslado do corpo. Por volta das 15 horas de quarta-feira, estavam arrecadados os R$ 20 mil necessários para cobrir as despesas.

Itabunense rejeita Geraldo, Vane, Lula e Dilma

enquanto dá sua preferência (e voto) a Augusto Castro para prefeito, ACM Neto para governador e Aécio Neves para presidente. A intenção de voto tem ligação direta com a rejeição das administrações de Dilma, Vane e, até certo limite, de Rui Costa. vane e dilma
      A administração da presidente Dilma Rousseff é considerada ruim ou péssima por 73% dos itabunenses, contra 4% de ótima ou boa. Todos responderam. Já no caso do governador Rui Costa, 13% não souberam ou não quiseram responder.
      52% dos itabunenses consideram sua administração regular, 8% boa ou ótima, 27% ruim ou péssima. Ao dar opinião sobre a administração do prefeito Vane, todos tinham a sua, sendo que 70% a consideram ruim ou péssima, 27% regular e 3% boa ou ótima.
      Com estes dados, não é surpresa a liderança absoluta do deputado estadual Augusto Castro (PSDB) nas intenções de votos para prefeito em 2016. Se as eleições fossem hoje, ele teria 41% dos votos na pesquisa com listagem dos candidatos.
Fonte: A Região

1 de ago de 2015

O Rio Cachoeira



Maria Palma de Andrade e Lurdes Bertol

O principal curso d'água do município é o rio Cachoeira, que divide a cidade de Itabuna e banha os municípios vizinhos. O rio Cachoeira não é só uma referência geográfica, é um patrimônio histórico, é o próprio testemunho da história de Itabuna e da região, uma vez que, pelas suas margens, penetraram os desbravadores como Félix Severino do Amor Divino e Manoel Constantino, que deram origem à cidade. Por ele chegaram os frades que catequizaram os índios, e os naturalistas que vieram estudar a flora, como Von Martius e Von Spix. O rio Cachoeira é formado pelos rios Colônia e Salgado, que, após a sua junção, a aproximadamente 500 metros à jusante da cidade de Itapé, recebe este nome.

O principal formador do rio Cachoeira, o rio Colônia, nasce na terra de Ouricana, banha os municípios de Itororó, Itaju do Colônia e Itapé, percorrendo 100 km desde de sua nascente até sua confluência com o rio Salgado. Alguns afluentes do rio Colônia são os ribeirões da Água Preta, da Fartura, do Ouro, do Jacaré, das Iscas, entre outros.

O rio Salgado nasce na serra do Salgado, a mais ou menos 300 m de altitude, distante 2 km do povoado de Ipiranga, no município de Firmino Alves. Banha as cidades de Firmino Alves, Santa Cruz da Vitória, Floresta Azul, Ibicaraí e Itapé, percorrendo 64 km até sua junção com o rio Colônia. São alguns de seus afluentes os ribeirões Jussara, Caxingó, Coquinhos, Barra Nova, entre outros.

Os formadores da bacia do rio Cachoeira são importantes no contexto da região sul da Bahia, pois banham 11 municípios: Itabuna, Ilhéus, Itapé, Itororó, Itapetinga, Firmino Alves, Floresta Azul, Jussari, Itaju do Colônia, Ibicaraí e Santa Cruz da Vitória.

As características geomorfológicas da área da bacia, como forma de relevo, geologia e outros, influenciaram os rios quanto à drenagem, que é do tipo exorréica (desembocam no litoral) e quantidade de sedimentos. Predominam as rochas do complexo cristalino Brasileiro com permeabilidade e porosidade secundárias, decorrendo do fraturamento e cisalhamento das rochas, o que orientou o sentido do percurso de seus rios. No leito raso, o afloramento da rochas forma corredeiras, o que impede a navegação. Em toda a área da bacia, apenas ma cachoeira, denominada Pancada Formosa, é encontrada no rio Salgado, com 12 metros de altura, localizada na fazenda São Jorge, no município de Ibicaraí. Nela foi construída uma hidrelétrica, com potência de 300 kw, destruída pela enchente de 1964.

Com grande parte de sua vegetação florestal devastada, principalmente a de suas margens, continua ocorrendo erosão sobre os terrenos inclinados e assoreamento em vários pontos do leito dos rios, no período das chuvas fortes, quando recebem grande volume de água e transportam os sedimentos.

O regime dos rios da bacia do Cachoeira é pluvial, sendo que o fator mais importante na área é o clima, de três feições marcantes:

- Clima quente e úmido, próximo ao litoral, típico das florestas tropicais com precipitação superior a 1800mm anuais, temperatura média de 24oC e umidade relativa de cerca de 80%, sem estação seca;

- Clima de transição, ocorrendo um período seco nos meses de agosto e setembro. Apresenta temperaturas médias mensais elevadas e pluviosidade 1000mm anuais;

- Clima seco a oeste, apresentando vegetação xerófila (de clima seco) e caducifólia (que perde folhas); precipitação de 700 mm e estação seca de mais de cinco meses.

A diminuição das chuvas nas cabeceiras dos rios formadores da bacia, nos períodos de estiagem prolongada, altera a descarga, diminuindo a vazão. Aliado a isso, os esgotos que são lançados em seu leito, além de outros tipos de poluição, fazem proliferar as baronesas com tal intensidade que estas cobrem todo o leito, modificando a paisagem, dando a idéia que o rio desapareceu, que está morto. Com a volta da chuvas e o aumento da descarga, os rios voltam a fluir normalmente.

O ecossistema que envolve toda a bacia está num estágio avançado de degradação e poluição, principalmente em áreas próximas aos centros urbanos. A bacia do rio Cachoeira está afetada pela erosão das vertentes, em conseqüência do desmatamento, esgotamento do solo, pelo uso inadequado, pelos esgotos urbanos e industriais, pela falta de saneamento de todas as cidades que estão as suas margens, pelos lixões criados em lugares impróprios, por doenças resultantes de poluição generalizada. Pela importância dos rios para os municípios por eles banhados, e o fato de a água ser um elemento essencial à vida, passou-se a planejar a recuperação, preservação e monitoramento do meio ambiente, através de uma política de utilização racional da bacia, protegendo-a dos problemas que a afetam. Espera-se, desta forma, recuperar a qualidade da água, executado um projeto que contemple a educação ambiental e, através dela, seja promovido o desenvolvimento social e econômico. É importante que seja rigorosamente aplicada a legislação ambiental.

O rio Cachoeira, com 12 km de extensão dentro do município de Itabuna, e 50 km desde sua junção com Colônia e Salgado até sua foz em Ilhéus, corre no sentido SW-E, indo desaguar no Oceano Atlântico através da baía de Pontal, em Coroa Grande (Ilhéus). Seus principais afluentes, dentro do município de Itabuna, são os rios Piabanha e dos Cachorros.

Na área urbana de Itabuna existem 14 micro-bacias de drenagem formadas por córregos, riachos e ribeirões que desaguam no rio Cachoeira, mas a única área em condições de ser efetivamente drenada localiza-se na parte central da cidade. O principal deles, o ribeirão de Lavapés, passou a receber o esgoto doméstico. O nome Lavapés foi-lhe dado em razão de ser parada obrigatória para aqueles que, vindos das roças, lavavam os pés cobertos de lama para calçar os sapatos antes de entrar na cidade.

O vale do rio Cachoeira ora se apresenta aberto em forma de U, ora se estreita em razão das colinas que se aproximam do seu leito. O seu gradiente é da ordem de 2m/1000 de declive entre Itabuna e Ilhéus, aumentando para o interior.
Fonte: “ De Tabocas a Itabuna”, de Maria Palma Andrade e Lurdes Bertol Rocha, Editus, Ilhéus, 2005.

25 de jul de 2015

Viagem Pelo Cachoeira



O rio Cachoeira nasce nas fraldas da Serra do Itaraca, no município de Vitória da Conquista. Banha terras deste município e aparece em Itambé. Depois de percorrer quilômetros, chega a Itapé com o nome de Colônia quando então se encontra com o rio Salgado. Seu nome de rio Cachoeira foi dado pelos capuchinhos italianos, em meados do século XVIII, no período da catequese.

Como Colônia banha o atual município de Itaju, antigo distrito de Itabuna,. Depois de receber as águas do Salgado o seu mais importante afluente, pouco acima de Itapé, muda o nome, passando a ser Cachoeira até desaguar no Oceano Atlântico. Antes de sua chegada ao mar de Ilhéus, encontra-se com os rios Santana e Fundão, formando a chamada Coroa Grande.

Nesse percurso, da Serra de Itaraca até o oceano, através de mais de 300 quilômetros, as suas águas passam por uma das mais importantes regiões da Bahia, sendo fator principal para a subsistência de duas grandes riquezas do Estado: cacau e pecuária.

Curiosamente, apesar de seu nome, o rio não possui, ao longo do seu curso, nenhuma cachoeira importante. Muitas ilhas existiram antes cercadas por suas águas: Marimbeta, por muito tempo conhecida como Ilha do Jegue, Sequeiro Grande, Bananeiras, Sempre Viva, Quiricós e outras. De todas elas agora existem apenas lembranças.

O principal afluente do rio Cachoeira é o Salgado, que antes banha as terras de Ibicaraí, Floresta Azul, Firmino Alves, Itororó e Santa Cruz da Vitória. São ainda seus afluentes Piabanha, Catolé, Duas Barras, Sucuriúba, Ponte, Sapucais, Areia, Primavera, Jacarandá, e Itaúna, este último, entre Salobrinho e Cachoeira, para alguns teria sido a origem do atual nome da cidade de Itabuna.

A história do rio Cachoeira começa justamente onde termina o seu curso: a entrada do porto de Ilhéus. Ali, em 1535, suas águas foram testemunhas da chegada de Francisco Romero, que vinha tomar posse das cinqüenta léguas de terras doadas por D. João III, pela Carta Régia de 25 de abril de 1534, ao escrivão da Corte de Portugal, Jorge de Figueiredo Correia, e que se constituíam na Capitânia dos São Jorge dos Ilhéus. Pode-se dizer que este rio assistiu e acompanhou ainda as lutas dos donatários e ouvidores da capitania contra os terríveis Aimorés, Tupiniquins e Guerens, guardando na lembrança das águas os nomes de Lucas Giraldes, D. Helena de Castro, Braz Fragoso, Vasco Fernandes Coutinho, Antonio da Costa Camelo, Luiz Freire de Veras, Francisco Nunes Costa, Balthazar da Silva e outros.

Em 1595, suas águas deram passagem aos franceses, que saquearam e devastaram a pequena aldeia de Ilhéus. Mias tarde abrigariam também os soldados da esquadra do almirante Lichthardt, que desembarcaram no Pontal, fazendo dali a cabeça de praia para assalto e saque a Ilhéus. Em ambas as invasões, os estrangeiros foram heroicamente repelidos pelos poucos habitantes da Vila, com a intercessão da Virgem Maria, originando daí a lenda e culto de N. S. das Vitórias.

Segundo Francisco Borges de Barros, no livro “Memórias do Município de Ilhéus “ , edição de 1915, foi em 1553 que tiveram início as explorações nas margens do Cachoeira. Apenas na parte que era navegável, trecho entre Ilhéus e Banco da ´Vitória.. Já nesse tempo, o Padre Luis Soares Araújo, referindo-se ao rio, escrevia: “ Caudaloso rio chamado o da Cachoeyra da vila, capaz de navegar sumacas, barcos, lanchas e canoas; não há quem lhe saiba o seu princípio, por vir muito de dentro do Sertão e que todos afirmam que vem das minas...”.

A exploração e a catequese nas margens do Cachoeira coube ao padre Manoel da Nóbrega, juntamente com os catequistas Francisco Pires, Aspicuelta Navarro, Manoel Chaves e outros. Os trabalhos dos jesuítas se desenvolveram mais para as regiões de Porto Seguro, Itacaré, Boipeba, Cairu e Canavieiras, mas alguns deles se ocuparam dos índios que viviam nas margens do rio, no referido trecho navegável.

Mais tarde, em 1570, durante a época das bandeiras, uma das expedições chefiada por Martins Carvalho penetrou pelas margens do rio indo a um ponto além do Banco da Vitória. Um personagem de destaque nas expedições, ao longo das margens do rio Cachoeira, foi o capitão português João Gonçalves da Costa. Contam várias histórias a respeito da ação devastadora contra os índios, destacando a sua crueldade, a ponto de Saint Hilaire, no seu relatório “Voyage au Perou”, assim se expressar:“ o quadro de destruição e atos de selvageria praticados por João Gonçalves de Costa, contra os fracos restos de índios das margens do Cachoeira e Rio de Contas, desafia ao mesmo tempo a sensibilidade do homem de coração bem formado”.

Em “Capitania de São Jorge de Ilhéus”, João Silva Campos registra também a ação devastadora praticada contra os índios Guerens por João Amaro, contratado pelo governador da Província, Afonso Furtado de Mendonça. Muito sangue, muita crueldade e as vidas de milhares de índios foi o preço da conquista e exploração às margens do rio Cachoeira.

No princípio do século XVIII, os frades capuchinhos deram início à catequese dos poucos índios que sobreviveram às carnificinas de João Gonçalves e João Amaro. Do trabalho catequético desses piedosos e bravos frades, foram surgindo ao longo do curso do Rio Cachoeira aldeias, povoados, colônias e missões, como Banco da Vitória, Cachoeira de Itabuna, Ferradas, Cachimbos, Catolé e outras.

Uma dessas povoações muito progrediu, foi a de Cachoeira de Itabuna, no tempo de Weyll e Samaraker, colonos estrangeiros que fundaram ali às margens do rio Cachoeira e seu afluente Itaúna uma colônia que ficou muito afamada pelo desenvolvimento da cultura de cana de açúcar, arroz, cacau e fumo, produtos que chegaram a ganhar medalhas de ouro nas exposições de Viena, Turim e na corte do Brasil.

Também a povoação do Banco da Vitória conheceu um surto de progresso, quando então serviu como nosso primeiro porto fluvial.

Entre muitos que morreram afogados nas águas do tio Cachoeira, um deles ficou na história, foi o frade capuchinho Luiz de Grava, no dia 19 de abril de 1875, quando viajava de canoa com destino ao arraial de Tabocas.

Entre as ilhas formadas pelo rio Cachoeira, uma delas tem uma história muito conhecida. É a Ilha do Jegue, que já se chamou Ilha da Marimbeta, Ilha do Temístocles e Ilha do Capitão Aristeu. Ela no rio já existia quando da chegada de Félix Severino e Manoel Constantino, pioneiros da corrente migratória sergipana rumo às terras de Itabuna..

Em 1914, registra-se a primeira grande enchente do rio Cachoeira. Fortes chuvas desabaram sobre a região durante onze dias, causando destruição de tudo que existia próximo às suas margens. Itabuna sofreu com a enchente, ficando alagada em suas primeiras ruas. Comenta-se que ficou como a maior enchente até pouco tempo. .

Muitas enchentes seguiram-se a de 1914. Uma delas ficou famosa por servir de palco e cenário de um fato incomum. Um jegue ficou preso na “ Ilha do Capitão Aristeu”, que por isso mesmo passou a ser chamada “Ilha do Jegue”. Foi alvo da compaixão e curiosidade de gente que assistia das margens, durante quatro dias, o heroísmo do pobre animal, atemorizado com a subida das águas em torno da ilha. Entre urros e sustos, salvou-se, enfim, depois que as águas baixaram. Foi recebido por uma grande multidão que lhe deu as honras de um “herói”, quando pisou em terra firme de uma das margens do rio.

Em 1947, a ponte Lacerda, recém-construída, serviu de barragem para grande quantidade de “baronesas”, capim amazonas e outras plantas aquáticas, que o rio transportava em suas fortes correntezas. As águas represadas invadiram as partes mais baixas da cidade. Foi grande a destruição na Mangabinha, Burundanga, Bananeira, Berilo e outros bairros ribeirinhos.

Em 1964, novamente as águas do Cachoeira transbordaram em uma enchente que causou prejuízos nos mesmos lugares anteriormente atingidos. Ano depois, ou seja, 1965, mês de novembro, o Cachoeira invadia novamente Itabuna, chegando a alagar pela primeira vez a Avenida do Cinquetenário. Apesar dos grandes prejuízos, a enchente de dezembro de 1967, segundo registros históricos, foi muito superior a todas as outras. Seus estragos ainda estão bem vivos na memória dos mais velhos.

Fonte: “Documentário Histórico Ilustrado de Itabuna”, José Dantas de Andrade, Proplan, Itabuna, 1986.

18 de jul de 2015

Carta do Rio Cachoeira aos Itabunenses


José Dantas de Andrade
Nasci magro, estreito, e, por muitos e muitos séculos, quando a natureza me forçava a transportar maior volume de água, eu tratava de engordar e me alargar pouco a pouco, destruindo os empecilhos naturais que dificultavam a minha missão.

Vi nascer tabuna a até ajudei bastante a vocês construírem essa bela cidade, muito embora não gostasse que vocês aterrassem ocupassem as minhas margens, que sempre foram o meu recurso para aliviar o peso das águas em meu leito. Por muita e muitas vezes fiz notar esse meu desgosto.

Em 1914, em conseqüência de onze dias de pesados aguaceiros em toda a zona, fui forçado a utilizar os meus domínios, causando-lhes grandes prejuízos, essa foi a minha primeira GRANDE ENCHENTE, até hoje lembrada e comentada.

Em 1927, vocês construíram sobre o meu leito a primeira grande ponte de cimento. Por muitas e muitas vezes, passei por suas fortes pilastras jogando-lhes pesados toros de madeira, tentando destruí-las. O meu maior desejo sempre foi molhar a copa daquele “chapéu” que vocês me botaram, o que somente agora consegui.

Em 1945, vocês, aproveitando as pedras do Sequeiro do Velho Roque” construíram ali uma nova ponte. Dois anos mais tarde, ou seja, em 1947, quando se registrou a minha segunda GRANDE ENCHENTE, quando por aqui passei carregando toneladas de baronesas, aquele empecilho me forçou a invadir novamente os meus domínios e os prejuízos foram grandes, principalmente para os pobres de Mangabinha, Burundanga, Bananeiras, e margens do canal.

Não obstante vocês continuaram botando empecilhos em meu leito. Atravessaram na minha garganta uma forte muralha de cimento - a barragem - e apertaram a minha barriga com um monstruoso “cinturão” que foi aquela ponte para o Bairro Góes Calmon. As minhas primeiras tentativas contra aqueles empecilhos foram feitas em 1964 e 1965. Novamente tive que utilizar meus antigos domínios e os resultados ainda estão bem lembrados. Causei prejuízo aos pobres e susto aos ricos. Nestas ocasiões, tive oportunidade de conhecer a bela Avenida do Cinquetenário, orgulho de todos vocês, tão bela, tão linda, que até fiquei com pena de estraga-la e dei-lhe apenas um “banho”.

Agora, neste fim de 1967, forçado a transportar as de todos os meus ribeiros e ribeirões, na minha MAIOR ENCHENTE de todos os tempos, tentei contra todos os empecilhos do meu leito, fui forçado a invadir novamente os meus domínios e como a carga que levava era muito pesada, causei mortes, destruições e vultosos prejuízos a ricos e pobres. Desta vez os que mais sofreram foram os ricos porque na minha passagem pela Cinquentenário, Paulino Vieira, Praça Adami, Adolfo Maron, Firmino Alves, Praça João Pessoa, Pontalzinho e Avenida Amélia Amado, estive em luxuosas alcovas, estraguei caríssimos móveis, arrastei carros, cofres, geladeiras, rádios e televisores, quebrei portas de ferro, danifiquei mercadorias, molhei sedas e cetins, encharquei cheques de bancos e notas de cruzeiro novo...

Entretanto, eu fui legal com vocês, obedeci rigorosamente às as marcas que o prefeito botou nos postes da Avenida do Cinquentenário e cumpri todas as regras de transito, pois quando eu via uma placa dizendo NÃO ESTACIONE, eu não parava, mas parei logo que cheguei à altura de uma outra placa que dizia PARE... Voltei ao meu leito.

Vocês culpem-me por tudo que fiz e que não fiz... Caluniem-me, como estão exagerando, dizendo pelos jornais, que matei mais de mil pessoas e desabriguei mais de 35 mil... Vinguem-se de mim, jogando-me toda a sujeira e podridão que deixei nas ruas. Digam que sou perverso, ladrão, assassino e destruidor. Tudo isso minhas águas levarão para Ilhéus...

Espero que todos vocês, pouco a pouco se conformem e se esqueçam do que aconteceu. Trabalhem para recuperar o que perderam, enquanto eu continuarei a ajudar-lhe a construir o que foi destruído e lavar o que ficou sujo. Espero também, que, para o futuro, fiquem prevenidos, porque, mais tarde ou mais cedo, pode a natureza me forçar a fazer-lhes uma nova VISITA.
Do Livro “Documentário Histórico Ilustrado de Itabuna”, de José Dantas de Andrade, segunda edição, Proplan, Itabuna, 1986

11 de jul de 2015

O Rio Cachoeira Era o "Pai dos Pobres" em Itabuna



Quando ainda não sofria os fortes efeitos da poluição. Lurdes Bispo, doméstica, tem 61 anos e conta que o Rio Cachoeira era muito diferente do que é visto hoje.

“Esse rio era lindo”. Lurdes lembra do tempo em que crianças costumavam brincar no rio, mulheres lavavam roupas e homens pescavam. O rio Cachoeira era fonte de lazer e trabalho. “Esse rio era o pai e a mãe da pobreza”.

Era nele que as famílias encontravam formas de sustento, lembra. Sem poluição, a pesca era um bom negócio e as lavadeiras podiam trabalhar despreocupadas. Lurdes diz que mulheres passavam o dia todo lavando roupas no rio, inclusive ela.

Os filhos da doméstica costumavam brincar com outras crianças no Cachoeira. Lurdes explica que era uma forma de lazer para todos. “ Tinha areia branca e dava pra ver muitos peixes no rio”.

Para ela todo o esgoto e lixo despejado no Cachoeira acabou com o rio. “O rio está morto. Acabou”. Segundo ela, as pessoas deviam tomar conta do rio, pois ele já foi muito importante para a cidade.

Banho de RioO carregador Moisés dos Anjos, 62 anos, conta também que costumava tomar banho no rio, há muitos anos. Ele passava o dia pescando enquanto a mãe tomava banho e lavava roupa. “ Saíamos de manhã e só voltávamos à noite”, lembra Moisés.

Ele diz que o rio vivia lotado de pessoas e que um número enorme de crianças costumava brincar nele. Na opinião de Moisés, hoje as pessoas não são felizes com o rio como no passado.

“As pessoas não encontram mais peixes e o mau cheiro incomoda muito. Já foi muito bom esse rio, mais hoje nem as mulheres ganham mais lavando roupas”.

José Rosa tem 36 anos e é carregador. Ele conta que o rio era um lugar que costumava brincar quando criança. Era um lugar de lazer dele e dos colegas.

Todos os amigos de José iam até o rio e passavam o dia nadando e brincando. “Hoje, não tenho mais coragem de entrar”.

Todas as mudanças do Rio Cachoeira já serviram como fonte de inspiração para o escritor e poeta Cyro de Mattos. Em seu livro “Vinte Poemas do Rio”, Cyro apresenta poemas que lembram os tempos das lavadeiras, dos pescadores e das crianças. Há também referências à poluição do rio.
Fonte: Jornal “A Região”, 25 de abril de 2009, Itabuna

7 de jul de 2015

Clube Social da Mangabinha já viveu dias de glória

Parece mentira, mas não é: esse velho galpão localizado na rua João Mangabinha, bairro Mangabinha, já foi palco de eventos históricos!  Ali, nos anos 1960 e 1970, aconteceram shows memoráveis, de astros nacionais como Jorge Ben, Sandra Sá, Fevers, José Augusto, Fábio Jr., Jessé, Nelson Gonçalves e muitos outros.
Como quase tudo em Itabuna, o clube foi carcomido pelo tempo e pela interminável crise. Mas os moradores mais velhos ainda contam histórias nostálgicas sobre o velho Clube Social da Mangabinha. 

Valdelice Pinheiro



Antes de ser professora eu sou poeta, eu sou artista, este ser que não precisa se comprometer com nada porque ele próprio, por si, já é o olho mágico que descobre o presente, que recria o objeto e o fato para o ângulo maior da história".

Valdelice Soares Pinheiro nasceu em Itabuna, a 24 de janeiro de 1929. Filha de prestigiada família de desbravadores, estudou o primário em Ilhéus, em colégios como Nossa Senhora da Piedade e Colégio Municipal de Ilhéus. Licenciou-se em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Foi diretora da Faculdade de Filosofia de Itabuna (antiga FAFI) e lecionou Estética e Ontologia na UESC - Universidade Estadual Santa Cruz. Como poetisa, publicou dois livros: "De Dentro de Mim" e "Pacto". Mas possui uma significativa obra inédita, poética e filosófica, prevista para futura publicação póstuma pela UESC.

Sua poesia de traço intimista, filosófico e humanista mostra uma sensível preocupação com a natureza humana e as causas universalistas, tocada, principalmente, para a transformação dos valores, para a fraternidade e para uma visão reflexiva do mundo contemporâneo. Sensibilismo agudo expressado em conformidade com um lirismo leve e harmonioso, a poesia de Valdelice Pinheiro é dotada de questionamentos e indagações que fazem do seu processo criador um conjunto equilibrado entre poesia e ação, verso e matéria cotidiana, atestando, assim, o cunho filosófico que se molda na visão crítica do mundo e num sensível espírito que toma a poesia como causa maior que gesta o verso em cada respiração.

Faleceu em Itabuna, no dia 29 de agosto de 1993, deixando em todos que admiravam a sua obra o vazio da saudade de uma poetisa que fez dos seus versos a síntese do universo em que seus olhos de filósofa viam.

4 de jul de 2015

Carlos Pontes foi sepultado em Itabuna


O corpo do engenheiro Carlos Pontes foi enterrado, nesta quarta-feira, no Cemitério Campo Santo, em Itabuna. Ex-diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Embasa, Pontes faleceu na madrugada de terça, em Salvador. Pontes estava internado há vários meses e tratava uma luta contra um câncer no cérebro.

O corpo do engenheiro chegou a Itabuna na terça à noite e foi velado por muitos amigos. Carlos Pontes também foi diretor do escritório regional da Embasa, entre 2008 e 2009. Ele deixa dois filhos e a esposa, Elisandra Curvelo. Políticos e dirigentes da Embasa lamentaram a perda.

Itabuna tem menor média de homicídios

Itabuna encerrou o primeiro semestre deste ano com a menor taxa de assassinatos dos últimos 10 anos. Dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública, aos quais o Jornal das Sete, da Morena FM, teve acesso, mostram isso. A média mensal ficou em torno de 8 mortes violentas. Entre primeiro de janeiro e 30 de junho foram registrados 50 assassinatos. O mês passado está entre os menos violentos desde 2005. Em junho deste ano foram registradas 6 execuções, a maioria pessoas suspeitas de ligações com o tráfico de drogas.

No primeiro semestre ocorreram 26 a menos que no ano passado, quando foram registrados 76. Em 2014 a média foi de 12,6 assassinatos por mês. Para as autoridades de segurança pública, um dos principais fatores foi a transferência de presos perigosos para presídios de Serrinha e Lauro de Freitas. O governo explica que diversas ordens para assassinato de pessoas partiam do presídio de Itabuna. As mortes eram determinadas pelo chamado alto escalão das facções criminosas raios A e B.

Os Areeiros do Rio Cachoeira



Corumbá tem o rio Paraguai; Teresina, o velho Parnaíba de águas barrentas; Porto Alegre, o Guaíba. Enfim: cada cidade tem o seu rio e cada rio tem os seus cantores. O de Itabuna, no sul da Bahia, é o Cachoeira, que está para a capital do cacau assim como o Pão de Açúcar para a Guanabara: é o símbolo da cidade. Um símbolo sereníssimo em tempo de estio, belo, ao mesmo tempo “ sofrido com sua gente simples escorrendo o esforço de manhãs e tardes no calendário líquido da vida ” - como diz o contista Cyro de Mattos, recém aparecido na paisagem das letras nacionais com o livro “ Berro de Fogo”.

Claro que o Cachoeira tem também as suas lavadeiras, pescadores e aguadeiros. Mas não é sobre essa gente humilde que vamos dizer algumas palavras: um poeta local, Firmino Rocha, um grande poeta, já entoou um hino muito bonito para essas mulheres admiráveis, as lavadeiras. Nosso assunto é sobre os arreeros, homens e meninos que buscam no fundo do rio areia para as construções de Itabuna. Areeiros que tangem “ jumentos no toque-toque repetitivo dos dias, pelas ruas nem sempre calçadas, levando as cargas de areia nas latas, em perfeito entendimento com o seu dono, que os tange rumo às construções nas ruas próximas e nos bairros distantes” - ainda segundo Cyro de Mattos.

Os areeiros do rio Cachoeira são tipos que o repórter desconhecia: o caminhar dos jumentos que transportam areia pode parecer um desfile até certo ponto monótono e triste, mas seus donos são homens alegres, sempre sorrindo e satisfeitos com sua profissão. O rio Cachoeira sem eles certamente perderia muito de sua beleza. É que os areeiros fazem parte da paisagem grapiúna, e o velho Teodoro - o mais antigo de todos - ama o seu rio, o rio que lhe dá sustento e aos seus.

- Quanto ganham?

- Depende. Cada carga de areia de quatro latas custa quase nada e ganha mais quem possui maior tropa de jegues ou jumentos. Um areeiro pode ganhar até 10 contos por dia. Mas, para isto, precisa trabalhar da aurora ao crepúsculo, sem parar, e precisa ter compradores para sua mercadoria, que é a areia cor de chumbo arrancada do fundo do rio, nas épocas em que o Cachoeira está baixo, pois durante as cheias “ele não respeita nem o rico”, como diz Teodoro, O Cachoeira avança desordenadamente e invade as ruas de suas margens, principalmente quando há enchentes ( e duas delas ficaram para a história grapiúna), o que levou um poeta popular de Itabuna a dizer em versos:

“Tinha gente que acordava Naquele grande alvoroço A água levando tudo Fazendo o maior destroço O pobre salvava a vida Com água pelo pescoço”.

Assim, tempo bom para areeiro é tempo de seca: o rio é manso, as águas correm vagarosamente, é mais fácil arrancar a areia com a pá, que serve também de remo para aqueles que enchem os caíques (canoas) da carga, depositando-a depois na margem do rio, de onde ela é colocada nas latas, formando a carga que será levada pelos passos cadenciados dos jumentos, ora apressados ora lentos.

Infelizes os areeiros? Não. Por incrível que pareça são homens que estão em paz com a vida e com o mundo. De vez em quando aparece um prefeito que tenta atrapalhar o ganha-pão dos areeiros com regulamentos, portarias ou decretos. Mas aqueles homens sabem que existem leis e poderes superiores. Recentemente, o prefeito de Itabuna tentou proibir o trabalho dos areeiros cobrando um imposto muito alto. Eles recorreram à Marinha de Guerra, ali representada por um Sargento, ganharam a questão e, segundo Teodoro, “ nós hoje tira areia até debaixo da casa dele, se ele se meter a coisa”.

Assim vivem os areeiros do rio Cachoeira, contribuindo no anonimato para a grandeza de Itabuna, para o seu progresso, para as construções que se erguem, para os prédios novos que os coronéis do cacau começam a levantar na cidade bonita e pujante.
Fonte: Revista O Cruzeiro de 25 de março de 1967

26 de jun de 2015

Estado negocia construção de dois presídios em Itabuna, segundo site



O governo do estado planeja a construção de mais dois presídios em Itabuna, de acordo com informações do site Pimenta. O projeto para as duas novas unidades prisionais foi apresentado em Brasília ao diretor do Departamento Penitenciário Nacional, Renato Campos Vitto. O secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, afirmou que cada presídio custará cerca de R$ 12 milhões e terá capacidade para 385 detentos. Uma nova reunião para tratar do assunto deve ser agendada. O secretário disse ainda que o planejamento é obter os recursos e iniciar as obras ainda neste ano. Além de Itabuna, Lauro de Freitas deve ganhar mais vagas no sistema prisional. As novas três unidades devem criar 1.164 vagas, com investimento previsto em R$ 34 milhões. Os presídios pretendem desafogar o atual conjunto penal, que está superlotado.

Bahia Notícias

Morre, aos 84 anos, o ex-prefeito de Itabuna Fernando Cordier

Morreu na madrugada deste domingo (14), em Itabuna, no sul da Bahia o ex-prefeito Fernando Cordier, aos 84 anos. A informação foi confirmada por Maria Inês Cordier, filha do político. Segundo a Inês, Fernando Cordier morreu casa onde morava, em Itabuna e sofria insuficiência respiratória.

A causa da morte não foi divulgada. Fernando Cordier foi prefeio de Itabuna na década de 60, quando o então prefeito, José Almeida Alcântara morreu e foi realizada uma nova eleição. Fernando Cordier disputou a eleição com José Oduque Teixeira, e acabou sendo eleito. Ele também era comerciante e fazendeiro. Cordier deixa mulher e cinco filhos. O enterro será na segunda-feira (15), no Cemitério Campo Santo, em Itabuna.

 G1

18 de mai de 2015

Geraldo Simões e Capitão Azevedo podem se unir nas eleições 2016

Nesta semana o jornalista José Adervan conseguiu unir dois ex-prefeitos de Itabuna em sua residência. O jornalista está se convalescendo de uma cirurgia e recebeu a visita de Capitão Azevedo (DEM) e Geraldo Simões (PT). Geraldo Simões foi acompanhado pelo vereador Ruy Machado (PTB) e Capitão Azevedo pelo advogado Alah Góes. Os dois ex-prefeitos conversaram por mais de uma hora, e a pauta foi a sucessão municipal de 2016. Geraldo convidou Azevedo para se filiar em um partido da base do governo para uma possível composição em 2016.
[Políticos do Sul da Bahia]

Itabuna vence Juazeiro e sonha com a Série A

O Itabuna venceu pela primeira vez na Série B do Campeonato Baiano 2015. Já sob o comando do treinador Duzinho, o Azulino derrotou o Juazeiro por 3 a 1, no Estádio Luiz Viana Filho (Itabunão) e volta a sonhar com vaga na “elite” do Baianão em 2016. O time itabunense fez 3 a 0 com Nem, Nildo e Renilson. Após perder várias chances de ampliar, sofreu o gol de honra do Juazeiro, marcado por Jean Carlo, no finalzinho da partida.

O resultado deixou o Azulino com 5 pontos em quatro jogos. Está, provisoriamente, na terceira colocação. O líder é o Fluminense, que perdeu por 4 a 3 par o Jequié, há pouco. O vice-líder é o Flamengo de Guanambi, próximo adversário do Itabuna, com 8 pontos em cinco jogos. O presidente do Itabuna, Ricardo Xavier, disse que agora é hora de pensar no próximo compromisso.

Domingo (25), o Azulino enfrenta o Flamengo de Guanambi, no Estádio 2 de Julho. “O Itabuna está vivo, tem chance de subir. Os jogadores brigaram até o último minuto”, disse o dirigente em entrevista à Rádio Difusora. GRAPIÚNA É SÉTIMO Com chances remotas de subir para a “elite”, o Grapiúna empatou em 0 a 0, ontem (16), com o Flamengo, no Itabunão. Com quatro pontos, o Bem-Te-Vi está na sétima colocação, após disputar cinco jogos. A equipe enfrenta o Botafogo, no domingo (25), fora de casa.

4 de mai de 2015

Rádio Difusora é alvo de sabotagem e ficou fora do ar





Na última quinta-feira, 30, o clima era de festa na Rádio Difusora Sul da Bahia. A emissora preparou um super evento de comemoração aos seus 55 anos para o público na Praça Rio Cachoeira, com shows gratuitos para os ouvintes com as bandas Bonde da Burguesinha, Lordão, Cacau com Leite e Amor a Dois.

Tudo pronto, praça lotada, e a rádio, mais uma vez acabou sendo alvo de uma sabotagem técnica, que provocou a suspensão da transmissão. A Rádio teve sua transmissão sabotada pela quinta vez entre 2014 e 2015.
Desta feita, o criminoso cortou o fio que transmite informações para a emissora e a central da operadora OI. De acordo com moradores da localidade, Rua Liberalino de Souza, bairro Santo Antônio, onde está o armário da OI que distribui o sinal, um homem alto, bem arrumado e conduzindo um veículo Siena, esteve na localidade por volta das 19:30, justamente no momento que a rádio foi tirada no ar.
Conforme técnicos da operadora, apenas três funcionários tem acesso ao painel, por esse motivo não será difícil investigar e descobrir a autoria através das digitais analisadas pelos peritos da cidade.

30 de abr de 2015

Hospital de Base abre sindicância por conta de suposto novo furto de respirador

A direção do Hospital de Base de Itabuna abriu uma sindicância para apurar um possível furto de um aparelho respirador pulmonar. Segundo informações, a sindicância tem até a próxima quinta-feira para apresentar o relatório final.

Caso a sindicância não localize o aparelho, o diretor do Hospital, Paulo Bicalho, deverá registrar um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

Vale lembrar que a Polícia Civil está investigando desde o mês de março do ano passado o furto de três aparelhos respiradores pulmonares. Os aparelhos foram doados ao município pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) e seriam utilizados nos atendimentos de emergência e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o prejuízo alcança R$ 184 mil.
Fonte: Políticos do Sul da Bahia

Unidade de saúde do bairro Mangabinha é aberta à população


Está em pleno funcionamento, depois de passar por uma ampla reforma, a Unidade de Saúde da Família Nilton Ramos de Almeida, no bairro Mangabinha. O trabalho feito pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, com recursos do SUS e do Município, faz parte de um programa de qualificação de unidades de saúde, que foi retomado pela atual administração, depois de ter sido paralisado em 2012. A USF Nilton Ramos de Almeida tem capacidade para atender bem os cerca de sete mil moradores da Mangabinha.

23 de abr de 2015

Emasa - Serviço de Atendimento ao Consumidor no Facebook

Com os problemas de abastecimento de água em Itabuna, a EMASA disponibiliza um serviço telefônico de atendimento ao cliente: 0800 073 1195. Mas além de estar sempre sobrecarregado, funciona só durante o dia.

Mas há um serviço que pouca gente aproveita, mas que efetivamente funciona: a página da empresa no Facebook, mantida pela equipe de Comunicação (https://www.facebook.com/EmasaItabuna). Nunca uma reclamação fica sem resposta, com atuação inclusive durante as madrugadas, e os problemas são encaminhados para os setores responsáveis por cada tipo de reclamação.





18 de abr de 2015

Diretoria da Emasa recebe vereadores na captação de água em Ferradas


Na manhã desta sexta feira, 17, o diretor-presidente da Emasa, Ricardo Campos, acompanhado pelos diretores, Geraldo Dantas, Davi Pires, José Antonio, João Bitencurt, e Elzita Vidal, receberam na Estação de Captaçao de Água de Ferradas, um grupo de vereadores composto pelos edis Jairo Araujo, José Silva, Joilson Rosa e Ailson Souza. Eles haviam solicitado da empresa que lhes fosse mostrada a real situação do Rio Cachoeira e de como estava sendo feita a captação.

O corpo técnico da Emasa deu acesso total aos representantes da comunidade itabunense, que puderam constatar o quão crítica está a situação daquele trecho, sobretudo no local onde ficam as boias com as bombas que fazem a sucção da água bruta pra os tanques de tratamento da água.

Infelizmente o Rio Cachoeira está quase completamente seco, com as pedras que um dia foram submersas à mostra, e os poucos trechos com água estão tomados pelas baronesas. Com essa situação, os motores estão parados.

“A única solução é chover”, disse o presidente Ricardo Campos aos presentes. “Se não chegar água no rio nos próximos 10 dias, a situação vai determinar a decretação do estado de emergência. Precisamos de chuvas nas cabeceiras do Rio Cachoeira. As chuvas que caem em Itabuna não resolvem esse problema, é preciso chover forte nas áreas do Rio Colônia e Rio Salgado, ou seja, de Itapé para cima. Só assim poderíamos ter um volume de água suficiente, pois estes dois rios deságuam nele”.

E o problema não é só no Rio Cachoeira: “precisamos de chuvas também nas cabeceiras do Rio Almada, que está sendo muito mais exigido por nós, que aumentamos a captação ali, devido À paralização da captação de água daqui da estação de Ferradas”, Campos, que sempre pede à comunidade o uso racional da água. Evitar todo e qualquer desperdício é uma obrigação de todos nós.










17 de abr de 2015

Distribuição de água começa a se normalizar em alguns bairros de Itabuna


Há cerca de três semanas uma suspensão no fornecimento ocorreu devido a queima de  algumas bombas, causada pela queda de um raio na estação de captação do Rio do Braço, em Ilhéus. Técnicos da Emasa e da Coelba trabalharam por quase duas semanas até resolver o problema.

Este não foi o único motivo que levou a suspensão de água em Itabuna. A falta de chuva na região também tem prejudicado o abastecimento na região oeste da cidade e deixado moradores dos bairros Maria Matos/Rua de Palha, Urbis IV, Loteamento Morumbi, Brasil Novo, Jorge Amado, Ferradas e Novas Ferradas, sem água.

A Emasa tem feito um grande esforço de remanejamento para atender a demanda nos por meio de carro pipa que tem amenizado o problema em grade parte da cidade. “Mas a fila é enorme e é preciso que o usuário tenha um pouco de paciência”, pede o presidente Ricardo Campos.

Ele lembra que a estiagem prolongada nas cabeceiras do Rio Cachoeira é um problema antigo que sempre comprometeu o abastecimento de água nessa época do ano e a Emasa tem feito um grande esforço com as manobras, na tentativa de levar água à população, mesmo que em menor quantidade.

Ricardo pede à comunidade que continue economizado o máximo que puder, com ou sem chuva porque a escassez de água não é exclusividade de Itabuna, mas um problema global.

27 de fev de 2015

Itabunenses sofrem nas mãos das Lojas Americanas...


Em itabuna os clientes das Lojas Americanas são tratados como gado! Em pleno horário comercial (9h da manhã de hoje) essa era a situação na bateria de caixas da loja do Centro de Itabuna: todos os terminais inativos, com exceção de UM! E isso é apenas o começo: esse único não tem moedas, nem troco sequer para uma nota de R$10. Isso gerou um situação inusitada: para comprar um chocolate, passei 15 minutos na fila e, ainda assim, tive que desistir, pois não tinha troco. Coisa pouca, mas ainda assim um flagrante de desrespeito ao consumidor.